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sábado, 13 de março de 2021

A Casa da Cerca é o perfeito miradouro para Lisboa...um espaço onde a cultura e o lazer caminham de mãos dadas..

 

 

A Casa da Cerca - Centro de Arte Contemporânea é um centro de investigação e divulgação de arte contemporânea, com particular incidência no estudo da disciplina do Desenho, situado em Almada.



Instalado numa antiga quinta de recreio setecentista, cuja habitação solarenga foi erigida no topo da arriba sobranceira ao rio Tejo, em frente a Lisboa, a localização privilegiada deste espaço cultural conserva um atrativo inesgotável. 

Após secular uso como habitação, a antiga Quinta da Cerca, compreendendo edifício e envolvente, foi adquirida pela Câmara Municipal de Almada, em 1988. 







 

A Casa da Cerca oferece ainda a possibilidade de passear num jardim botânico, dedicar-se à leitura nos bancos de madeira do Jardim do Leitor, lanchar no pequeno bar e maravilhar-se com a vista para o Tejo e para a capital..







Endereço: Rua da Cerca, 2800-050 Almada



Fotos: https://bcpvneves.blogspot.com e https://carlanamedida.blogspot.com

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Uma Viagem à História do Vinho de Talha...

 


Trazido pelos romanos para a Península Ibérica, perpetuado no tempo pelos alentejanos. Hoje vamos conhecer o histórico vinho de talha!

 


Mas afinal o que é o vinho de talha?

É uma técnica milenar, trazida pelos romanos até este lado do mundo e mantida até aos dias de hoje, essencialmente no Alentejo.

O método tradicional que se usa na maioria das adegas consiste em esmagar as uvas após as separar do engaço, permitindo que o sumo se misture com todos os restantes elementos. Essa massa é colocada directamente na talha de barro e aí fica até (pelo menos) a meio de Novembro.

Entretanto é necessário mexer as massas, misturar a parte sólida com a parte líquida para que o vinho vá ganhando estrutura e sabor que a película e as grainhas conferem.

 



Considerando que a vindima ocorre geralmente no início de Setembro, o vinho fica a macerar por cerca de dois meses e meio até poder ser provado pela primeira vez.

As grandes talhas de barro são “pesgadas” no seu interior, ou seja, são revestidas de uma pasta feita de cera de abelha, resina de pinheiro e azeite.

Atualmente o vinho de talha está na moda e ainda bem! Mas atenção, segundo a Comissão Vitivinícola do Alentejo, só se pode considerar vinho de talha aquele cujas massas fermentam juntamente com o vinho dentro da talha.

 


O sabor único do vinho de talha, algo rude, vem da resina de pinheiro (essencial para combater a evaporação dos néctares, num material poroso como é o barro) de que se reveste o interior das talhas, de diferentes tamanhos, as maiores chegando aos mil litros de capacidade, e que não são, como alguns pensam, o mesmo que ânforas - também em barro e herança dos romanos, mas menores, a comportar apenas 20 litros, usadas para transporte e não para estágios vinhateiros.

 


As adegas alentejanas, quase sempre subterrâneas, para que o calor não estrague a produção, estão na moda estas vasilhas ali deixadas há 2.000 anos pelos romanos e recentemente recuperadas, por expressarem uma tradição milenar e não porque os vinhos feitos segundo esse processo artesanal sejam objetivamente melhores que os outros, fermentados a temperaturas controladas e estagiados em cubas de inox ou barricas de carvalho, em adegas modernas. O que eles são é diferentes, com notas vegetais vincadas, a pedir queijos, enchidos e temperos fortes. Isto, claro, quando são feitos com rigor, numa busca de elegância. 

 

 








Fonte:

https://cdn.cmjornal.pt
https://www.sabado.pt
https://www.entrevinhas.com

 

 

quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

Fado, Património da Humanidade...Um xaile, uma guitarra portuguesa, uma voz e muito sentimento.

 

 Um xaile, uma guitarra portuguesa, uma voz e muito sentimento. Símbolo reconhecido de Portugal, esta simples imagem pode descrever o Fado, uma música do mundo que é portuguesa.

 



Na sua essência, canta o sentimento, os desgostos de amor, a saudade de alguém que partiu, o quotidiano e as conquistas. Afinal, os encontros e desencontros da vida são um tema infinito de inspiração.

 


Dizem que o fado é o fado, que vem de dentro da alma portuguesa e não há divisões a fazer. Mesmo assim, há quem arrisque a distinguir entre profissional e amador. O primeiro é cantado por quem faz da voz a sua forma de vida. O segundo, também conhecido como vadio, tem outras características, embora a natureza saudosista seja a mesma. A reaparecer nos bairros populares de Lisboa, o fadista nunca é convidado... convida-se a si próprio e não tem repertório estabelecido. Em Coimbra, o fado tem caraterísticas particulares e é cantado pelos estudantes.

 



Em 2011, o Fado enquanto canção urbana de Lisboa, símbolo identitário da cidade e do país, foi classificado pela UNESCO como Património da Humanidade.

Para saber todos os pormenores, o melhor é visitarmos o Museu do Fado, situado em Alfama, um dos bairros históricos de Lisboa. A partir de um vasto espólio, fruto de centenas de doações, podemos conhecer a história do fado desde o primeiro quartel do século XIX até à atualidade.

Também em Lisboa, perto da Madragoa, fica a Casa onde Amália viveu, hoje transformado em museu. Foi a mais carismática das fadistas e quem internacionalizou o fado levando-o às grandes salas europeias. Com grande presença em cena e natural noção do espetáculo, a ela devemos a imagem do clássico vestido preto com xaile.

 

 

Fonte:https://www.visitportugal.com