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quarta-feira, 15 de dezembro de 2021

As Festas do Povo de Campo Maior já são Património Cultural Imaterial da Humanidade!

 


As Festas do Povo de Campo Maior foram hoje classificadas Património Cultural Imaterial da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

O juri antecipou a votação para esta quarta-feira, tendo destacado as festas portuguesas. 

A inscrição como Património Cultural Imaterial das festas comunitárias portuguesas, na vila de Campo Maior, na região do Alentejo, foi aprovada ao início desta tarde, na 16.ª reunião do Comité do Património Mundial da UNESCO, que está a decorrer em Paris (França), até sábado. 



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segunda-feira, 5 de abril de 2021

Portugal vai ter sistema de alerta precoce de sismos

 



A Universidade de Évora encontra-se a capacitar a rede nacional de monitorização sísmica, permitindo assim o desenvolvimento de um Sistema de Alerta Precoce de Sismos (Earthquake Early Warning System – EEWS), incluindo os gerados na região Atlântica adjacente ao território português. Este sistema de alerta é fundamental não só para Portugal, mas também para a Europa.

A instalar em quatro locais na região algarvia, o sistema (EEWS) baseia-se no intervalo de tempo entre as ondas sísmicas primárias (designadas por P, mais rápidas) e as ondas secundárias (designadas por S, mais lentas). O intervalo de tempo é calculado a partir das velocidades de propagação das ondas P e S. No entanto há que realçar “que as ondas S e de superfície são as mais destrutivas” explica Mourad Bezzeghoud, professor do Departamento de Física e investigador no Instituto de Ciências da Terra da Universidade de Évora.


“Quanto mais próximo estamos do epicentro, menor é o intervalo de tempo (entre P e S) e quanto mais próximo estamos do mesmo, mais graves são os estragos”, frisa o investigador da academia eborense, uma vez que, “quanto mais perto estamos do epicentro, menos tempo temos para alertar e reagir, e quanto mais longe estamos do mesmo, mais tempo temos para reagir e tomar medidas de proteção” acrescenta Mourad Bezzeghoud. O investigador sublinha que no caso português o tempo é contado em segundos ou minuto(s), “mas existem outras situações no mundo onde o tempo pode atingir dezenas de minutos ou até horas”.

O objetivo deste sistema implementado no nosso país, como sublinha Mourad Bezzeghoud, é “detetar os sismos e determinar algumas das suas características, incluindo localização e magnitude, antes que os efeitos dos fortes sismos atinjam áreas críticas” e desta forma, em tempo útil “permitam ser decididas e implementadas medidas de proteção”.

É através do projeto EMSO-PT – European Multidisciplinary Seafloor and water column Observatory, financiado pelo estado português e pela Comissão Europeia (programa Portugal 2020), que os investigadores pretendem criar e desenvolver infraestruturas de investigação científica e tecnológica no âmbito das Ciências do Mar e do Ambiente Marinho e com isso “alargar o número de estações sísmicas em terra, melhorando a rede de monitorização sísmica nacional”.

Esta medida permite a criação de um sistema de alerta precoce para sismos, em particular, para casos de tsunami. As novas estações sísmicas ficam ligadas à unidade de investigação (ICT-UÉ) e à rede sísmica nacional coordenada pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). “A localização e a magnitude são os principais dados através dos quais é possível desencadear algumas medidas de segurança automática em situações críticas, minimizando a destruição associada a eventos desta natureza” destaca Mourad Bezzeghoud.

O investigador recorda que numa situação semelhante à do sismo de 1969, que atingiu toda a região de Portugal, norte de Marrocos e parte de Espanha, sendo o último grande sismo a ocorrer em Portugal Continental, o sistema agora implementado “teria capacidade para registar as primeiras ondas que chegam a vários pontos junto à linha de costa, transmiti-las para um centro de cálculo onde os previsíveis efeitos desse sismo são estimados e se decide quais as medidas de proteção automática a implementar em instalações críticas, minimizando a destruição associada a este evento”.

Assim, o alerta precoce de sismos permite acionar mecanismos de segurança automáticos em instalações críticas, como gasodutos, comboios de alta velocidade, pontes, túneis, minimizando as perdas associadas ao sismo. “A ideia destes sistemas é ativar uma série de automatismos para avisar as forças de segurança e emergência” adianta o investigador a este respeito.

Mourad Bezzeghoud recorda ainda que as placas tectónicas Euroasiática e Africana (Núbia) convergem e a mesma continua ativa sismicamente e vulcanicamente pelo que “a monitorização sísmica da região é fundamental não só para Portugal, mas também para Europa. As Quatro estações sísmicas são equipadas com sismómetros de banda larga (Guralp Posthole BB Radian, 60s) a instalar em furos a 30 m de profundidade, por forma a minimizar o ruído cultural. Para além dos sismómetros instalados em profundidade, cada estação será ainda equipada com um acelerômetro (Guralp Fortis) instalado na superfície.

Este acelerômetro será um elemento importante para uma mais eficaz caracterização dos movimentos, principalmente em situações de sismos fortes onde os registos do sismómetro podem saturar. É uma componente muito útil, em particular, para efeitos de EEWS. A densificação da rede é fundamental para uma localização precisa dos eventos sísmicos provenientes da região localizada a SW do Cabo de S. Vicente, já que é desta região que se prevê que ocorram eventos com grande potencial de destruição.

“A localização desfavorável desta região sismogénica exige que se aumente a densificação da rede para detetar, localizar e calcular de forma precisa os parâmetros sísmicos, designadamente a localização e magnitude, bem como outros parâmetros envolvidos no EEWS” resume o investigador da UÉ. Recorde-se que este projeto (EMSO-PT) cujo sistema será implementado envolve o IPMA, a Câmara Municipal de Vila do Bispo, a Câmara Municipal de Aljezur, da Junta de Freguesia de Bordeira e a Direção Regional da Conservação da Natureza e Florestas do Algarve.

 

Fonte: daqui

Zoo de Lourosa lidera programa internacional

 


Zoo de Lourosa, em Santa Maria da Feira, vai liderar um programa internacional apostado em aumentar a população selvagem do calau de casco cinzento, revelou o único parque ornitológico do país a propósito dessa ave ameaçada.

 


 

O projeto envolve outras cinco instituições inscritas na Associação Europeia de Zoos e Aquários (EAZA), que escolheu o parque do distrito de Aveiro para coordenar a gestão em cativeiro das populações do calau da espécie ‘Ceratogymna atrata’, que é nativa das florestas do Centro-Este africano, está pouco identificada no seu habitat natural e integra a lista do Programa Europeu de Espécies Ameaçadas – também conhecido como “EAZA Ex-situ Programme”.

Como o Zoo de Lourosa tem vindo a monitorizar desde 2016 vários indivíduos dessa espécie, foi em 2020 convidado pela EAZA para aplicar a sua experiência na coordenação de um programa envolvendo outros 10 parques em território europeu.

“Dentro da EAZA existem 30 aves desta espécie de calau em cativeiro, mas poucos zoos têm conseguido a sua reprodução. Como o de Lourosa é dos poucos a nível mundial a ter sucesso reprodutivo com esta espécie e já monitoriza a respetiva população há alguns anos, foi proposto que ficássemos nós a coordenar o programa e o Comité Europeu de Espécies Ameaçadas confiou-nos essa responsabilidade”, explicou à Lusa Salomé Tavares, diretora da estrutura portuguesa.

 




O trabalho com o calau ‘Ceratogymna atrata’ será supervisionado pela curadora Andreia Pinto, e visa estudar o verdadeiro estatuto da espécie em estado selvagem com vista a travar “o decréscimo significativo da sua população devido ao tráfico”.

O projeto irá assim implicar investigação demográfica e genética, assim como “partilha de informação entre as várias instituições envolvidas”, no que a intenção é “manter elevados padrões de maneio da espécie em cativeiro e criar condições para que se reproduza com sucesso”.

Salomé Tavares realça que também cabe à equipa do Zoo de Lourosa “localizar potenciais futuros participantes no programa e fazer recomendações sobre a colocação dos descendentes da espécie, com o intuito de manter a sua diversidade genética”.

Em 2016 existiam apenas 13 calaus de casco negro em seis zoos membros da EAZA, mas, graças ao “sucesso pioneiro” do zoo da Feira na reprodução da espécie, os indivíduos mais jovens foram confiados a outras instituições europeias e atualmente a população da ‘Ceratogymna atrata’ aumentou para 30 aves distribuídas por 11 parques.

A primeira cria de calau de casco cinzento concebida em Lourosa nasceu em 2009. Já a ave mais jovem da espécie a juntar-se a essa família terá agora entre quatro a seis meses.

A sua idade exata é desconhecida porque, embora se tenha ouvido “uma cria a piar em julho, a mãe manteve-a selada no ninho durante algum tempo, como é típico dos calaus, e só em outubro a deixou sair pela primeira vez”.

Nessa altura, recorda Salomé Tavares, foi dupla a surpresa: “Contávamos só com uma cria, mas afinal eram duas”.

O Zoo de Lourosa abriu oficialmente as suas portas ao público em outubro de 1990, sendo nessa altura propriedade de um particular.

Em 2000 o espaço foi adquirido pela Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, que impôs ao local as normas comunitárias relativas à exposição de animais ao público.

Após algumas obras de remodelação, a reabertura do parque aconteceu em 2001, sendo que hoje o Zoo conta com cerca de 500 aves de 150 espécies diferentes, muitas delas raras ou ameaçadas de extinção.

 

 



Fonte: https://www.zoolourosa.com
e daqui
 


sexta-feira, 26 de março de 2021

Cidade de Braga eleita "melhor destino europeu" para visitar em 2021

 



Braga foi a grande vencedora do Prémio Melhor Destino Europeu para visitar em 2021. A cidade portuguesa deixou para trás importantes destinos, como Paris, Roma, Viena, Capadócia.

Trata-se de uma iniciativa da ‘European Best Destinations’, organização sediada em Bruxelas que promove a cultura e o turismo na Europa e distingue, desde 2010, as cidades mais modernas e atraentes para visitar na União Europeia.

Na edição deste ano, Braga foi o destino favorito dos viajantes do Reino Unido e do Brasil e uma das principais escolhas dos americanos e franceses, com cerca 110 mil votos.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

Lonely Planet considera Sintra uma das 101 “Maravilhas do Mundo”

 



São “101 paisagens maravilhosas” para as quais, garante a Lonely Planet, são propostas as melhores formas de visitá-las e de acordo com “qualquer orçamento”. Wonders of the World, uma edição luxuosa em papel, surgiu nas livrarias físicas e online mesmo a tempo do Natal e também de servir de inspiração para as decisões de viagens. Entre os 101 destinos escolhidos pela influente editora de guias de viagens, Portugal surge representado por uma “viagem obrigatória” para quem aterra em Lisboa: Sintra.

“Com as suas montanhas ondulantes, florestas orvalhadas cheias de fetos e líquenes, jardins exóticos e palácios reluzentes, a vila de Sintra parece saída de um conto de fadas”, lê-se no texto em que se destaca a vila e arredores, ao lado, como não podia deixar de ser, de uma foto a toda a página com a Pena como jóia central.


Sublinhando-se o facto de integrar a lista de Património Mundial da UNESCO, o texto assinala as casas históricas “em tons pastel” e as colinas que se desenrolam até ao Atlântico.






Fonte:https://www.publico.pt



segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

O mel português foi premiado como um dos melhores do mundo

 



Um produto nacional de grande qualidade e com muito sabor. O mel português é realmente um dos melhores do mundo.

Já estamos habituados a ver os produtos portugueses serem premiados e reconhecidos internacionalmente. O mel não é exceção e é, de facto, um dos produtos portugueses de que muito nos podemos orgulhar.

O mel português recebeu ao longo do ano passado várias medalhas de prata e ouro, sendo considerado o melhor da Península Ibérica e um dos melhores do mundo.

Saboroso e de excelente qualidade, o mel é um ingrediente ótima para consumir regularmente, seja isoladamente, seja integrado em maravilhosas receitas, doces ou salgadas ou até em mezinhas caseiras.

Site inglês descreve o Alentejo como " uma loucura de beleza"

 



Um site inglês descreve o Alentejo como uma loucura de beleza. São cada vez mais os nacionais e os estrangeiros a renderem-se aos encantos desta região.

 





 

O Alentejo continua nas bocas do mundo e desta vez foi um prestigiado site inglês que o visitou e elogiou, especialmente por causa da região do Alqueva. O Lago do Alqueva, o maior lago artificial da Europa, é considerado como um paraíso aquático onde se pode ter aulas de vela e fazer um calmo passeio de barco. O portal inglês AOL elegeu o Alentejo como uma alternativa maravilhosa para fazer turismo.






terça-feira, 12 de janeiro de 2021

Alentejo no top dos “destinos mais seguros” da Europa

 


A organização European Best Destinations (EBD) elege agora os destinos do velho continente mais seguros para passar férias durante os próximos meses e o Alentejo vem em quarto lugar.
A escolha dos destinos mais seguros da Europa teve em conta três critérios, elenca a organização: estarem entre os “menos afectados pela covid-19 (até 600 vezes menos casos)”; terem implementado “protocolos muito específicos em matéria de higiene em alojamentos, restaurantes, lojas e medidas como a troca de filtros nos aparelhos de ar condicionado”, para além de existir “disponibilidade de máscaras” e “distanciamento social”; e estarem perto de hospitais com “um número de camas por habitante maior do que a maioria dos países europeus”.





Fonte: publico.pt