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terça-feira, 15 de junho de 2021

Rock of Cashel (Rochedo de Cashel) - um dos locais mais visitados da Irlanda

 



Rock of Cashel (Rochedo de Cashel) também conhecido como Cashel dos Reis ou Rochedo de São Patrício, é um dos locais mais visitados da Irlanda. Situado no topo de uma grande colina verdejante, conta com uma catedral gótica do século XIII e uma capela romanesca do século XII. A joia da fortaleza é indiscutivelmente a Capela de Corma, sendo considerada um dos melhores exemplos da arquitetura românica do século XII na Irlanda.

Mas é a torre redonda de cerca de 28 metros, construída sem o uso de argamassa no início do século XXI, que exemplifica perfeitamente o papel duplo do Castelo de Cashel como centro religioso e fortaleza medieval.

Grande parte dos edifícios está em ruínas, no entanto num dos edifícios existe uma exposição com alguns objectos, mas o que nos chama a atenção neste edificio é mesmo o teto de madeira trabalhado que é uma magnífica obra de arte.

Rock of Cashel teve um papel essencial durante vários séculos, estando em permanente sentinela na defesa de Tipperary .

Segundo a lenda e uma cruz esculpida, foi neste local no ano de 445 que São Patrício converteu o rei de Munster ao catolicismo. A Fortaleza no entanto só passou para as mãos da igreja em 1101.










Rock of Cashel é daqueles locais que nunca se esquecem. Felizmente no dia que visitámos, não tinha muitos turistas, o que deu para usufruir da paz do local. Enquanto visitávamos as ruinas, de repente o céu  ficou carregado de nuvens escuras e caiu uma chuva bem forte durante alguns minutos. Quando podemos retomar a visita, constatamos que chuva que acabara de cair aumentou ainda mais  a sua atmosfera misteriosa. Quase nos sentimos num filme da idade média.























Castelo de Dunguaire - um Castelo de contos de fadas e já foi cenário de filmagens da Disney.

 




O Castelo de Dunguaire situa-se nas margens de uma enseada da Baía de Galway, no oeste da Irlanda. Parece um Castelo de contos de fadas e já foi palco de filmagens do Walt Disney. É impossível ficarmos indiferentes face à sua beleza.

Infelizmente na nossa visita não conseguimos chegar a tempo de visitar o interior, mas de todos os modos deixamos o nosso registo fotográfico do exterior e um pouco da história deste belo Castelo Irlandês do Século XVI.

O Castelo de Dunguaire foi mandado construir em 1520 pelo clã O'Hynes. Este Clã era descendente de Guaire, o rei de Connacht falecido em 663.

O clã O'Hynes habitou o Castelo até 1924, altura em que passou para a posse de Oliver St. John Gogarty, médico e senador era também uma figura literária famosa, transformando o castelo num local popular para encontros de revivalistas literários, provocando um ressurgimento celta na literatura irlandesa.

Além de ter transformado o castelo num conhecido ponto de encontro da sociedade literária irlandesa, Oliver St. John Gogarty também começou a sua restauração, sendo a mesma completada em 1954 por Christobel Lady Ampthill quando adquiriu Dunguaire.

Hoje, o castelo é propriedade de propriedade do Shannon Heritage, que o restaurou e converteu em museu, podendo ser visitado entre abril e setembro. `Mas a grande atracção é o Banquete Medieval que é servido no Castelo todas as noites (sujeito a reserva).

Um banquete servido à luz das velas com artistas ao vivo, trajes medievais, comida Irlandesa regada com hidromel.

 









A cerca de 30 minutos de carro do Castelo podemos visitar o Parque Nacional Burren.


Castelo de Urquhart - uma das maiores atrações turísticas da Escócia.

 



As icónicas ruinas do Castelo de Urquhart são uma das maiores atrações turísticas da Escócia.

Construído no século XIII sob o domínio da família Durward, o Castelo fica situado num promontório com vista panorâmica para o Lago Ness, no coração das Terras Altas da Escócia.


O Castelo de Urquhart desempenhou um papel muito importante nas lutas pela independência da Escócia até ao ano de 1500, passando a sua posse alternadamente de Ingleses para escoceses.

Desde sua construção no século XIII, o Castelo passou por modificações e ampliações, devido às disputas pela sua posse, acabando por ser abandonado no século XVII quando as últimas tropas do governo inglês explodiram o castelo de propósito quando saíram, para não deixar que fosse ocupado pelos jacobitas.

O Castelo entrou em ruína desde então, tendo os moradores da região reaproveitado as suas pedras em suas construções.

Nos séculos seguintes o castelo foi abandonado e caiu em ruínas, tendo os moradores da região reaproveitado as suas pedras para construções nas suas propriedades.




O espaço conta com um moderno centro de visitantes, onde assistimos à exibição de um filme sobre a história do castelo. Depois vamos à tão aguardada visita.










Podemos percorrer cinco pavimentos da Torre Grant, onde residiam os Senhores do Castelo com as suas famílias. Destaca-se ainda as ruinas das cozinhas, do portão, das masmorras e de mais algumas estruturas.




 




Do alto dos muros temos uma magnífica vista do Lago Ness. (não esquecer que o castelo atraiu ao longo dos anos milhares de visitantes que pretendiam na sua torre avistar o monstro que vivia no lago).








domingo, 28 de março de 2021

Castelo de Penela - sobranceiro à vila, onde se destaca, no seu interior, a igreja de São Miguel, datada do século XV.

 



A ocupação militar deste outeiro é muito antiga, remontando pelo menos aos Romanos, que daqui vigiavam a estrada Mérida-Conímbriga-Braga. 

Invadida pelos Árabes em 716, foi depois retomada no séc. XI pelo Conde D. Sesnando, primeiro governador de Coimbra. O conde mandou erigir no local da alcáçova um forte castelo, que repovoou, nascendo assim um burgo cristão sob a protecção das muralhas ameiadas. 

Deste povoamento subsistem as sepulturas escavadas na rocha de desenho antropomórfico.

 

 


 
O Castelo de Penela é uma fortaleza medieval de planta irregular e recorte sinuoso, alongada no sentido Norte-Sul aproveitando o escarpado natural, pelo que os panos de muralha têm altura que varia entre 7 e 19 metros. 

Pertencia à linha defensiva do Mondego na época da Reconquista cristã, seguindo-se ao castelo de Montemor-o-Velho em ordem de grandeza. 

Na cerca de muralhas, que envolvia a vila medieval com suas casas, ruas e igreja, rasgam-se as duas portas existentes. A Porta da Vila ou do Cruzeiro (séc. XV), de arco pleno, no exterior da qual, em tempo de paz, se começou a estender o arrabalde, e a Porta da Traição para acesso aos campos. 

A brecha das desaparecidas constitui hoje a entrada mais franca e na fortaleza aqui se abria a terceira porta, virada a sul, guardada pela torre quinária, e que ligava o arrabalde mais directamente à igreja. Nas zonas mais expostas foram levantadas as torres que permitiam a defesa cruzada das quadrilhas (pano de muralha entre as torres) e das portas. 

Das doze torres que existiram até ao séc. XVIII subsistem algumas com formas arredondadas e quadrangulares, para além da quinária.

 


A torre de menagem, hoje desaparecida, datava de 1300 e erguia-se no castelejo, núcleo defensivo primitivo, que foi reedificado no séc. XV-XVI

As lutas contra os Mouros e a passagem dos séculos tomou necessária a sucessiva ampliação e restauro do castelo, prolongando a sua (re)construção dos sécs. XI ao XVI por iniciativa de vários reis, designadamente, D. Afonso Henriques, D. Sancho I, D. Dinis, D. Fernando.

A perda da importância defensiva deste castelo levou a que a sua manutenção fosse descurada e que a população começasse a utilizar as pedras noutras construções, ficando esta fortaleza cada vez mais danificada. Foi restaurada nos anos de 1940, as muralhas e as ameias caldas foram refeitas segundo o que ainda existente, e desmanteladas as casas entretanto encostadas às muralhas. A torre sineira de construção setecentista foi apeada.

A partir de 1992, e já a cargo do IPPAR procedeu-se à pavimentação dos acessos e da circulação interior do castelo, à limpeza, recuperação e consolidação das muralhas, à beneficiação do caminho de ronda com a colocação de passadiços que permitem o percurso pedonal na quase totalidade do perímetro.

A ocupação desta fortaleza resume-se hoje à igreja e à casa paroquial.

A sua construção data do séc. XI, apesar do que hoje se pode ver do Castelo remontar somente aos Séculos XIV e XV. No seu interior tem a Igreja de São Miguel, cujas primeiras origens se prendem ao séc. XII.

De salientar:
Além da Porta da Vila, tem uma outra porta, a que chamam, a da Traição ou dos Campos, que apresenta uma abertura dupla em cotovelo, integrada numa torre, o que denota a influência da tradição muçulmana na fortificação portuguesa dos fins da Idade Média.







Fotos: daqui

terça-feira, 12 de janeiro de 2021

O Castelo de Almourol é o mais bonito dos castelos dos templários em Portugal

 


O povoamento do território que corresponde ao actual concelho remonta a épocas ancestrais, nomeadamente ao período Paleolítico, tal como se pode comprovar pelos vestígios arqueológicos encontrados em Aldeínha. Em Tancos e na freguesia de Atalaia, são visíveis marcas neolíticas, enquanto que a presença romana e árabe está, igualmente, bem delimitada no concelho, mais especificamente no Castelo de Almourol. 

 



Pensa-se que esta fortificação terá sido edificada, num ilhéu a meio do Rio Tejo, no século III ou no IV d. C., tendo sido reconstruído no século XII (1171), por Gualdim Pais, Mestre da Ordem dos Templários.

Romanizado e, mais tarde, conquistado pelos mouros, este território transformou-se num local de grande relevância estratégica.

 

 



No período da Reconquista Cristã, foram sendo erguidas fortificações, nesta região, de forma a assegurarem a defesa das investidas muçulmanas. Assim, para além do Castelo de Almourol, a cintura defensiva desta zona era composta pelos já desaparecidos Castelos de Paio de Pelle e de Cardiga. 

 


A partir da Idade Média, as povoações que, actualmente, compõem o concelho de Vila Nova da Barquinha foram perdendo importância militar e foi o Rio Tejo que passou a ter um papel fundamental no desenvolvimento local. Desta forma, a navegabilidade e o tráfego fluvial intenso originaram portos fluviais em Tancos (século XVI) e em Barquinha (século XVIII).

A chegada do caminho-de-ferro provocou uma diminuição do comércio fluvial e as povoações ribeirinhas começaram a entrar em decadência.

 


No dia 6 de Novembro de 1836, a rainha D. Maria II assinou um decreto que criou o concelho de Vila Nova da Barquinha, que seria composto pelos extintos concelhos de Atalaia, Paio de Pele e Tancos. Só três anos mais tarde (26 de Junho de 1839), é que Barquinha foi elevada a Vila.



O novo concelho foi, entretanto, suprimido (21 de Novembro de 1895) e anexado ao da Golegã, para voltar a ser restaurado, em 13 de Janeiro de 1898.



Em 1849, o concelho de Vila Nova da Barquinha possuía, de acordo com estudos estatísticos realizados na época, 848 fogos e 3 034 habitantes, dos quais 1 625 eram mulheres. Nesse ano, o município apresentava uma densidade populacional de 62.28 habitantes por quilómetro quadrado, uma taxa bruta de mortalidade de 37.9%, uma taxa bruta de natalidade de 34.61% e uma taxa bruta de nupcialidade de 6.59%.



Assim, pela sua localização geográfica e pela sua história, o concelho de Vila Nova da Barquinha é detentor de um vasto, variado e rico património natural, arqueológico e arquitectónico, que fará as delícias dos turistas mais atentos, aconselhando-se uma visita mais detalhada a cada uma das suas cinco simpáticas e acolhedoras freguesias, dominadas pela beleza das zonas ribeirinhas e das paisagens verdejantes.



Abertura e horário de encerramento:

Todos os dias da semana, até 30 de setembro.

Das 9h00 às 19h00

Preço – 4 € por pessoa, inclui visita ao CITA, no horário abaixo.





Partidas fluviais do cais junto ao castelo

Localização GPS: 08º23'02,301''W – 39º27'43,126''N

Acesso à ilha e ao castelo (entrada no Castelo) em embarcações com capacidade para 10 pessoas e entrada no Centro de Interpretação Templário de Almourol (CITA).