terça-feira, 6 de abril de 2021

Cantarinha dos Namorados

 

 

- Artesanato do Distrito de Braga -


A Cantarinha dos Namorados ou Cantarinha das Prendas, é feita em barro vermelho polvilhada de mica branca.

Existem as Cantarinhas grandes, símbolo da abundância, do futuro, da esperança. E a Cantarinha pequena, símbolo da vida real, das incertezas do futuro e das pequenas felicidades do quotidiano. 

 


 
A Cantarinha era utilizada, assim como os lenços dos namorados, como símbolo de aceitação ou rejeição de um pedido de namoro/noivado. 

Quando um rapaz se decidia em ir pedir a mão de uma rapriga à família dela, oferecia à rapariga a Cantarinha das Prendas. Se a Cantarinha era aceite, o pedido particular estava feito, e a partir daí ficavam comprometidos um com o outro. 

O anúncio do noivado era feito apenas se houvesse consentimento dos pais. Se houvesse consentimento dos pais, o noivado era anunciado e o dote tratado, e as prendas oferecidas aos noivos eram colocadas na Cantarinha (cordões de ouro, tranceletes, cruzes, corações. 

Outra versão diz que, dentro da Cantarinha eram colocadas rifas. A rapariga, tirava depois uma ao acaso que correspondia a uma prenda.

São Martinho do Porto, uma das baías mais bonitas do mundo

 



São Martinho é uma freguesia do concelho de Alcobaça, e tem uma baía que é o último vestígio de um antigo golfo que, até ao século XVI, se estendia até Alfeizerão e que se abre ao oceano através de uma barra, com cerca de 250 metros de largura, entre os morros de Santana, a Sul, e do Farol, a Norte.

Na avenida marginal de São Martinho há imensa oferta, desde esplanadas, lojas, bares, restaurantes, quase todos virados para o marisco como: a lagosta suada, a santola recheada, o lavagante, o robalo, as dourados, os linguados e as sardinhas assadas.


Um turismo verdadeiramente virado para o mar e para a sua magnífica costa, que todos os anos vai conquistando mais turistas.

 




Uma vila agradável junto duma baía calma

São Martinho do Porto é uma vila encantadora situada em uma baía linda e calma. A baía, em forma de concha, é ligada ao oceano por uma abertura estreita.

À volta da baía fica uma praia de areia e dunas. No verão há muitas tendinhas quadradas que pode alugar para guardar as suas coisas e, se quiser, descansar na sombra. Ao lado norte da baía é o porto. A avenida marginal é vibrante, e tem ligação com um caminho de passeio de madeira pelas dunas até Salir do Porto. Ideal para um passeio!
Devido a esta baía e as muitas possibilidades, São Martinho do Porto é uma atraente vila

A bela baía é um paraíso para as crianças. Mas também para os pais há muito para fazer tanto na vila como nos arredores. Há restaurantes agradáveis e de boa qualidade em toda a vila. Há mercado todos os dias. Ao sul da baía encontra-se a vila pitoresca de Salir do Porto, também é um bom lugar para passar as férias.
São Martinho do Porto e Salir do Porto são localizados numa região de Portugal muito bonita: a Costa de Prata

Uns lugares "famosos" na região: 


Nazaré: 13 quilômetros
Alcobaça: 24 quilômetros
Batalha: 44 quilômetros
Fátima: 75 quilômetros
Caldas da Rainha: 17 quilômetros
Peniche: 50 quilômetros
Óbidos: 20 quilômetros
Até Lisboa é facilmente acessível: cerca de 100 quilômetros

Resumidamente, São Martinho do Porto é um bom ponto de partida para a sua exploração da Costa de Prata.



Foto todos os direitos reservados a: Portugal Visto do Ceu 

 https://visit-sao-martinho-do-porto.com/pt/

É na fronteira do Parque Nacional da Peneda-Gerês que se encontra o Passadiço do Sistelo, entre floresta densa, cascatas e rios....

 



O Gerês tem muitas maravilhas escondidas, desde cascatas a paisagens protegidas, mas esta é certamente uma das mais incríveis. Nos limites do Parque Nacional Peneda-Gerês, em Arcos de Valdevez, Viana do Castelo, fica um passadiço perfeito para percorrer entre lagos de água e socalcos verdes, entre floresta densa e marcos históricos.

 


Percurso

O percurso começa na aldeia do Sistelo, onde se pode visitar o castelo local, uma das aldeias vencedoras do concurso "7 Maravilhas de Portugal", cheia de tradição e história, os seus socalcos trabalhados pela sua população, ganharam o carinhoso apelido de "Tibete Português". 

Este trilho percorre caminhos antigos lageados que ligavam as habitações às zonas de campo. 

Com passagem pela Ponte Oitocentista com dois arcos de volta perfeita onde o seu tabuleiro, horizontal, tem pavimento de calçada, tão tipicamente minhoto é seguramente um dos pontos altos da caminhada. 

Percorreremos também antigas casas de guardas florestais como a da Sobreira e o fantástico Rio Vez, um rio considerado como o mais limpo de Portugal.

 


 

 

 


Os famosos Passadiços de Sistelo localizam-se à margem do rio Vez, no concelho de Arcos de Valdevez. O Trilho dos Passadiços (denominado PR25) é circular e tem uma rota de 2 km bem sinalizados. Com grau de dificuldade fácil, o trilho começa e termina na Aldeia de Sistelo. No entanto, o percurso dos passadiços está inserido na Ecovia do Vez, uma longa caminhada de 32 km em meio à natureza junto ao rio. O trajeto pode ser percorrido a pé ou de bicicleta. Durante a caminhada vai avistar verdadeiros paraísos: bosques, cascatas secretas e escondidas, além de pontes medievais, antigos moinhos, ermidas e agradáveis parques de merendas.

Copyright (C) https://partiupelomundo.com. Read more at... https://partiupelomundo.com/locais-a-visitar-em-sistelo/ .

 








Findos os passadiços, entramos no trilho de pé posto coberto por vinhas em ramada até alcançarmos a ponte oitocentista de Sistelo. Atravessando o Vez, o percurso segue numa subida íngreme em direção à aldeia pela calçada onde ainda são visíveis os rodados dos carros de bois.

 

 


 


Inicio / Fim

Como o percurso é circular, o inicio e termo são no mesmo local, ou seja junto ao cruzeiro no lugar e freguesia de Sistelo, concelho de Arcos de Valdevez.

 (coordenadas GPS) 41.973633, -8.374270)

segunda-feira, 5 de abril de 2021

Portugal vai ter sistema de alerta precoce de sismos

 



A Universidade de Évora encontra-se a capacitar a rede nacional de monitorização sísmica, permitindo assim o desenvolvimento de um Sistema de Alerta Precoce de Sismos (Earthquake Early Warning System – EEWS), incluindo os gerados na região Atlântica adjacente ao território português. Este sistema de alerta é fundamental não só para Portugal, mas também para a Europa.

A instalar em quatro locais na região algarvia, o sistema (EEWS) baseia-se no intervalo de tempo entre as ondas sísmicas primárias (designadas por P, mais rápidas) e as ondas secundárias (designadas por S, mais lentas). O intervalo de tempo é calculado a partir das velocidades de propagação das ondas P e S. No entanto há que realçar “que as ondas S e de superfície são as mais destrutivas” explica Mourad Bezzeghoud, professor do Departamento de Física e investigador no Instituto de Ciências da Terra da Universidade de Évora.


“Quanto mais próximo estamos do epicentro, menor é o intervalo de tempo (entre P e S) e quanto mais próximo estamos do mesmo, mais graves são os estragos”, frisa o investigador da academia eborense, uma vez que, “quanto mais perto estamos do epicentro, menos tempo temos para alertar e reagir, e quanto mais longe estamos do mesmo, mais tempo temos para reagir e tomar medidas de proteção” acrescenta Mourad Bezzeghoud. O investigador sublinha que no caso português o tempo é contado em segundos ou minuto(s), “mas existem outras situações no mundo onde o tempo pode atingir dezenas de minutos ou até horas”.

O objetivo deste sistema implementado no nosso país, como sublinha Mourad Bezzeghoud, é “detetar os sismos e determinar algumas das suas características, incluindo localização e magnitude, antes que os efeitos dos fortes sismos atinjam áreas críticas” e desta forma, em tempo útil “permitam ser decididas e implementadas medidas de proteção”.

É através do projeto EMSO-PT – European Multidisciplinary Seafloor and water column Observatory, financiado pelo estado português e pela Comissão Europeia (programa Portugal 2020), que os investigadores pretendem criar e desenvolver infraestruturas de investigação científica e tecnológica no âmbito das Ciências do Mar e do Ambiente Marinho e com isso “alargar o número de estações sísmicas em terra, melhorando a rede de monitorização sísmica nacional”.

Esta medida permite a criação de um sistema de alerta precoce para sismos, em particular, para casos de tsunami. As novas estações sísmicas ficam ligadas à unidade de investigação (ICT-UÉ) e à rede sísmica nacional coordenada pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). “A localização e a magnitude são os principais dados através dos quais é possível desencadear algumas medidas de segurança automática em situações críticas, minimizando a destruição associada a eventos desta natureza” destaca Mourad Bezzeghoud.

O investigador recorda que numa situação semelhante à do sismo de 1969, que atingiu toda a região de Portugal, norte de Marrocos e parte de Espanha, sendo o último grande sismo a ocorrer em Portugal Continental, o sistema agora implementado “teria capacidade para registar as primeiras ondas que chegam a vários pontos junto à linha de costa, transmiti-las para um centro de cálculo onde os previsíveis efeitos desse sismo são estimados e se decide quais as medidas de proteção automática a implementar em instalações críticas, minimizando a destruição associada a este evento”.

Assim, o alerta precoce de sismos permite acionar mecanismos de segurança automáticos em instalações críticas, como gasodutos, comboios de alta velocidade, pontes, túneis, minimizando as perdas associadas ao sismo. “A ideia destes sistemas é ativar uma série de automatismos para avisar as forças de segurança e emergência” adianta o investigador a este respeito.

Mourad Bezzeghoud recorda ainda que as placas tectónicas Euroasiática e Africana (Núbia) convergem e a mesma continua ativa sismicamente e vulcanicamente pelo que “a monitorização sísmica da região é fundamental não só para Portugal, mas também para Europa. As Quatro estações sísmicas são equipadas com sismómetros de banda larga (Guralp Posthole BB Radian, 60s) a instalar em furos a 30 m de profundidade, por forma a minimizar o ruído cultural. Para além dos sismómetros instalados em profundidade, cada estação será ainda equipada com um acelerômetro (Guralp Fortis) instalado na superfície.

Este acelerômetro será um elemento importante para uma mais eficaz caracterização dos movimentos, principalmente em situações de sismos fortes onde os registos do sismómetro podem saturar. É uma componente muito útil, em particular, para efeitos de EEWS. A densificação da rede é fundamental para uma localização precisa dos eventos sísmicos provenientes da região localizada a SW do Cabo de S. Vicente, já que é desta região que se prevê que ocorram eventos com grande potencial de destruição.

“A localização desfavorável desta região sismogénica exige que se aumente a densificação da rede para detetar, localizar e calcular de forma precisa os parâmetros sísmicos, designadamente a localização e magnitude, bem como outros parâmetros envolvidos no EEWS” resume o investigador da UÉ. Recorde-se que este projeto (EMSO-PT) cujo sistema será implementado envolve o IPMA, a Câmara Municipal de Vila do Bispo, a Câmara Municipal de Aljezur, da Junta de Freguesia de Bordeira e a Direção Regional da Conservação da Natureza e Florestas do Algarve.

 

Fonte: daqui

Zoo de Lourosa lidera programa internacional

 


Zoo de Lourosa, em Santa Maria da Feira, vai liderar um programa internacional apostado em aumentar a população selvagem do calau de casco cinzento, revelou o único parque ornitológico do país a propósito dessa ave ameaçada.

 


 

O projeto envolve outras cinco instituições inscritas na Associação Europeia de Zoos e Aquários (EAZA), que escolheu o parque do distrito de Aveiro para coordenar a gestão em cativeiro das populações do calau da espécie ‘Ceratogymna atrata’, que é nativa das florestas do Centro-Este africano, está pouco identificada no seu habitat natural e integra a lista do Programa Europeu de Espécies Ameaçadas – também conhecido como “EAZA Ex-situ Programme”.

Como o Zoo de Lourosa tem vindo a monitorizar desde 2016 vários indivíduos dessa espécie, foi em 2020 convidado pela EAZA para aplicar a sua experiência na coordenação de um programa envolvendo outros 10 parques em território europeu.

“Dentro da EAZA existem 30 aves desta espécie de calau em cativeiro, mas poucos zoos têm conseguido a sua reprodução. Como o de Lourosa é dos poucos a nível mundial a ter sucesso reprodutivo com esta espécie e já monitoriza a respetiva população há alguns anos, foi proposto que ficássemos nós a coordenar o programa e o Comité Europeu de Espécies Ameaçadas confiou-nos essa responsabilidade”, explicou à Lusa Salomé Tavares, diretora da estrutura portuguesa.

 




O trabalho com o calau ‘Ceratogymna atrata’ será supervisionado pela curadora Andreia Pinto, e visa estudar o verdadeiro estatuto da espécie em estado selvagem com vista a travar “o decréscimo significativo da sua população devido ao tráfico”.

O projeto irá assim implicar investigação demográfica e genética, assim como “partilha de informação entre as várias instituições envolvidas”, no que a intenção é “manter elevados padrões de maneio da espécie em cativeiro e criar condições para que se reproduza com sucesso”.

Salomé Tavares realça que também cabe à equipa do Zoo de Lourosa “localizar potenciais futuros participantes no programa e fazer recomendações sobre a colocação dos descendentes da espécie, com o intuito de manter a sua diversidade genética”.

Em 2016 existiam apenas 13 calaus de casco negro em seis zoos membros da EAZA, mas, graças ao “sucesso pioneiro” do zoo da Feira na reprodução da espécie, os indivíduos mais jovens foram confiados a outras instituições europeias e atualmente a população da ‘Ceratogymna atrata’ aumentou para 30 aves distribuídas por 11 parques.

A primeira cria de calau de casco cinzento concebida em Lourosa nasceu em 2009. Já a ave mais jovem da espécie a juntar-se a essa família terá agora entre quatro a seis meses.

A sua idade exata é desconhecida porque, embora se tenha ouvido “uma cria a piar em julho, a mãe manteve-a selada no ninho durante algum tempo, como é típico dos calaus, e só em outubro a deixou sair pela primeira vez”.

Nessa altura, recorda Salomé Tavares, foi dupla a surpresa: “Contávamos só com uma cria, mas afinal eram duas”.

O Zoo de Lourosa abriu oficialmente as suas portas ao público em outubro de 1990, sendo nessa altura propriedade de um particular.

Em 2000 o espaço foi adquirido pela Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, que impôs ao local as normas comunitárias relativas à exposição de animais ao público.

Após algumas obras de remodelação, a reabertura do parque aconteceu em 2001, sendo que hoje o Zoo conta com cerca de 500 aves de 150 espécies diferentes, muitas delas raras ou ameaçadas de extinção.

 

 



Fonte: https://www.zoolourosa.com
e daqui
 


Aldeia das Dez: a aldeia miradouro da Serra do Açor

 


Situada na encosta norte do Colcurinho, na Serra do Açor, à altitude de cerca de 500 metros, sobranceira ao rio Alvôco, a Aldeia das Dez pertence ao concelho de Oliveira do Hospital – que confina a norte com o concelho de Nelas, a nascente com o concelho de Seia, a sul com o de Arganil e a poente com Tábua.

É um autêntico miradouro, com vista privilegiada para as serras envolventes, nomeadamente para a Serra da Estrela. Construída predominantemente em granito, a aldeia detém um património construído de relevo, com destaque para a Igreja Matriz, cujo interior está decorado com talha dourada. Aqui moraram muitos entalhadores e douradores, que deixaram a sua marca na aldeia.

A Aldeia das Dez é também conhecida como a aldeia das fontes. São quatro: a Fonte do Povo, construída em 1892 e adornada com azulejos com poemas de Vasco Campos; a Fonte do Soito Meirinho, localizada à entrada da aldeia; a Fonte do Marmeleiro, construída em 1915 e a Fonte do Cabo do Lugar, construída em 1929.

Conhecida também pela doçaria típica – sobretudo os coscoréis e as cavacas -, pelas compotas e pelo licor de medronho, aconselhamos vivamente a visita à “aldeia-miradouro”.

 

Aldeia das Dez: o que visitar?

 


 

A Igreja Matriz da Aldeia das Dez data do séc. XVIII e é um templo dedicado a São Bartolomeu. Além da excepcional decoração religiosa do seu interior, a igreja tem ainda a particularidade de ter cinco altares, dedicados a santos. Os altares possuem retábulos de talha da segunda metade do séc. XVIII que são verdadeiras obras de arte.




Capela Nossa Senhora das Dores


Esta belíssima capela também foi erigida no século XVIII. A sua simplicidade é de uma beleza arrebatadora e, por si só, vale bem a pena a visita.




Igreja Santa Maria Madalena


Mais modesta que a Igreja Matriz, mas nem por isso menos encantadora, a Igreja de Santa Maria Madalena foi construída em 1758. Dotada de frontaria neoclássica, no seu interior exibe-se um retábulo com a imagem de Santa Maria Madalena que faz valer bem a pena a visita.

 



Solar Pina Ferraz


O Solar Pina Ferraz é conjunto de dois edifícios, um mais antigo, datado do séc. XVIII, e outro mais recente, do séc. XIX, inacabado. E é o estado de construção em que a obra parou que dá notoriedade ao conjunto. O edifício primitivo corresponde a uma residência senhorial com dois pisos, exibindo na fachada o brasão dos Pereiras, cujo uso foi concedido por carta régia de D. João V, datada de 1745.

 

 

 

 


Casa do S


Também conhecida como Casa da Voluta, a Casa do S é um edifício do séc. XVII, de arquitectura popular em banda. O denominado “S” corresponde a uma voluta desenhada sobre a parte final de um corrimão em pedra de escadaria exterior de um antigo solar e que aqui foi aplicada de forma descontextualizada neste edifício.

 

 


 



Fonte do Povo

A Fonte do Povo, construída em 1892, é um dos ex-libris da aldeia. Tem um pequeno tanque com duas bicas e, dos lados, dois tanques de maiores dimensões, com uma bica cada um. Destaque para um painel de azulejos com a imagem de Santo António e outro com duas quadras de Vasco Campos.

 

Ainda merecem destaque: 

*Cruzeiro do Largo da fonte

*Cemitério Velho

*Calçada romana
Troço de calçada romana, de ligação a Avô. Localiza-se a 3 km da aldeia, no Caminho das Tapadas e no Areal.

*Casa quinhentista
Junto à Capela de Santa Maria Madalena, do lado inferior da via. Destaque para as molduras do vão da porta de entrada, arredondadas, e para a chaminé.

*Casa da Fábrica
Edifício localizado junto cemitério, construído no séc. XIX, que foi fábrica de cobertores. Hoje é uma residência particular.

*Escola Primária
Característico estabelecimento do ensino primário, construído no âmbito do "Plano dos Centenários" no tempo do Estado Novo.

*Fonte do Marmeleiro
Construída em 1915. Ostenta a gravação das seguintes iniciais: J.P.C.

*Fonte do Soito Meirinho

*Fonte do Cabo do Lugar
Construída em 1929. Ostenta a gravação das seguintes iniciais: JCS

*Alminhas
Duas alminhas do séc. XVIII indiciam locais de passagem da antiga via que cruzava a aldeia.

*Miradouro do Penedo da Saudade

*Miradouro da Mimosa

*Miradouro do Largo Alfredo Duarte

*Varandim do adro da Igreja Matriz
 


 
 
 
 
 


Fonte:

https://www.freguesia-aldeiadasdez.pt/turismo/percursos-pedestres
https://aldeiasdoxisto.pt/aldeia/aldeia-das-dez




domingo, 4 de abril de 2021

Castelo de Vide... uma vila deslumbrante!

 

 

Esta é uma das vilas do norte alentejano que alia a riqueza da sua história e património à bela paisagem que caracteriza esta zona, englobada em pleno Parque Natural da Serra de S. Mamede.




O passeio que lhe propomos começa no Jardim Grande, local de frescura com abundantes sombras. Logo ali ao lado saindo em direção ao centro verá o edifício onde se localizava a butique Sombrinha, característica pela sua decoração que ainda que datada dos anos 70 do século passado, lembra a "art nouveau". Seguimos caminho passando pelo Largo dos Mártires da República, onde se encontra uma bela fonte novecentista realizada em mármore. Continuando pela Rua Bartolomeu Alvares da Santa, chegámos ao edifício dos Paços do Concelho. É um curioso palacete setecentista com torre de relógio e cujos acessos laterais se fazem por dois arcos que conduzem às escadas gémeas que conduzem ao piso nobre. A seu lado encontra-se o pelourinho, peça erguida durante o regime salazarista. Para seguir o nosso passeio proponho agora passar debaixo dos arcos dos Paços do Concelho e aceder à Praça D. Pedro V e junto à sua estátua, erigida para comemorar a sua visita à Vila em 1861, contemplar os edifícios que completam esta artéria.

 


 



Destaca na praça a igreja Matriz, sob o orago de N. Sra. da Devesa. Trata-se de um edifício enorme, concluído em 1873, em estilo barroco tardio. Destaque para a imagem da padroeira, situada no retabúlo da capela-mor, porventura da anterior capela alí existente (sec. XIV), pois apresenta características góticas.


Chega o momento de começar a subida me direção ao Castelo. Passando o Passo da Via Sacra da Rua Volta de Santa Maria, entramos na zona medieval da vila pela rua Santa Maria de Baixo e depois a de Santa Maria de Cima. Todas estas ruas apresentam portais ogivais (sec. XIV e XV) com interessante decoração nas impostas de algumas delas.

Chegados ao cimo da rua encontramos a Alcáçova, e antes de entrar nela, ocupando parte da muralha do sec. XVII e num afloramento rochoso está o monumento ao capitão de Abril Salgueiro Maia, natural desta vila. O acesso ao castelo (gratuito) faz-se através de um túnel que conduz ao pátio de armas, ao redor do qual se encontram algumas instalações museológicas, bem como a Torre de Menagem. Quer desde as janelas da sala com abobadas ogivais quer do cimo da torre tem-se a melhor vista sobre Castelo de Vide.

 






Seguindo dentro da Alcáçova, na rua Direita encontramos a Casa dos Matos, com o seu escudo heráldico no dintel granítico da porta, onde reza a tradição oral se firmou o acordo de casamento entre D. Dinis e a Rainha Santa Isabel. Nesta rua localiza-se ainda a antiga cadeia e mais à frente o adro e igreja de N. Sra. da Alegria, com um curioso nicho apainelado de azulejos seiscentistas onde repousa uma imagem mariana de porcelana. Existe uma lenda,  que narra e recorda o devoluto convento situado ao lado. O seu interior está coberto com azulejos idênticos aos do exterior e um rico retábulo barroco. Ao fundo da rua encontra-se a  Porta da Traição e continuando o caminho de ronda encontramos os quartéis e mais à frente um curioso recanto de um túnel sob um edifício medieval que muitos identificam como antiga Casa da Câmara.

Deixando a Alcáçova dirigimo-nos agora para a Judiaria, formada pelas ruas da Judiaria, Nova, do Arçario e do Mercado. Esta comunidade estabeleceu-se nesta zona da vila após a expulsão dos judeus de Espanha em 1492, tendo saído dela ilustres como Garcia d'Orta ou Jorge o Físico. É curioso observar como existem duas portas para cada edifício, uma destinada à habitação e outra ao comércio localizado no piso térreo. Em alguma delas ainda se pode observar nas ombreiras direitas a concavidade onde a tradição judaica mandava colocar a Mezuzah, estojo no qual se encontrava um pergaminho com a inscrição do nome de Deus e no reverso a primeira frase do Livro do Deuteronómio, denominado Shemah, que significa escuta em hebraíco.

 







A Sinagoga medieval, localizada na rua da Judiaria, é sem dúvida o monumento maior desta localidade, distribuída por dois pisos. No superior o Tabernáculo e ao lado a sala dedicada às mulheres e a escola.


Agora para terminar o passeio em Castelo de Vide só falta descer a rua e descansar e refrescar-se junto à Fonte da Vila. Construída durante o reinado de D. João III. É uma curiosa peça constituída por alpendre piramidal sob o qual se encontram as bicas de água encimadas por um pilar retangular decorado com as armas reais, as da vila e dois meninos nas restantes faces. Sentar-se nas lajes da fonte, escutando a água jorrar imaginando estas ruas cheias de mercadores e seus clientes, entre bancas e lojas medievais. 

 


 



sábado, 3 de abril de 2021

Lenda do Milagre de Ourique

 

 

 Portugal é um país extremamente rico em estórias e mitos antigos que inspiram costumes e superstições. São às centenas as lendas portuguesas, contos, ditos e crenças populares que fazem da nossa cultura tão rica e interessante. De lobisomens a fadas, bruxas a sereias, fantasmas e almas-penadas a milagres de santos, não há criatura que o nosso folclore não inclua….


Lenda do Milagre de Ourique



A Batalha de Ourique é um episódio simbólico para a monarquia portuguesa, pois conta-se que foi nela que D. Afonso Henriques foi pela primeira vez aclamado rei de Portugal, em 25 de Julho de 1139.

 Foi no campo de Ourique que se defrontaram o exército cristão e os cinco reis mouros de Sevilha, Badajoz, Elvas, Évora e Beja e os seus guerreiros, que ocupavam o sul da península. A lenda conta que um pouco antes da batalha, D. Afonso Henriques foi visitado por um velho homem que o rei já tinha visto em sonhos e que lhe fez uma revelação profética de vitória. 

Contou-lhe ainda que "sem dúvida Ele pôs sobre vós e sobre a vossa geração os olhos da Sua Misericórdia, até à décima sexta descendência, na qual se diminuirá a sucessão. 

Mas nela, assim diminuída, Ele tornará a pôr os olhos e verá." O rei deveria ainda, na noite seguinte, sair do acampamento sozinho logo que ouvisse a sineta da ermida onde o velho vivia, o que aconteceu. O rei foi surpreendido por um raio de luz que progressivamente iluminou tudo em seu redor, deixando-o distinguir aos poucos o Sinal da Cruz e Jesus Cristo crucificado. 

O rei emocionado ajoelhou-se e ouviu a voz do Senhor que lhe prometeu a vitória naquela e em outras batalhas: por intermédio do rei e dos seus descendentes, Deus fundaria o Seu império através do qual o Seu Nome seria levado às nações mais estranhas e que teria para o povo português grandes desígnios e tarefas. 

D. Afonso Henriques voltou confiante para o acampamento e, no dia seguinte, perante a coragem dos portugueses os mouros fugiram, sendo perseguidos e completamente dizimados. Conforme reza a lenda, D. Afonso Henriques decidiu que a bandeira portuguesa passaria a ter cinco escudos ou quinas em cruz representando os cinco reis vencidos e as cinco chagas de cristo, carregadas com os trinta dinheiros de Judas.


A Morte do Lidador Num dia longínquo de 1170, Gonçalo Mendes da Maia, nomeado Lidador pelas muitas batalhas travadas e ganhas contra os Mouros, decidiu celebrar os seus 95 anos com um ataque ao famoso mouro Almoleimar. 

Da cidade de Beja saiu o Lidador naquela manhã com trinta cavaleiros fidalgos e trezentos homens de armas, sabendo de antemão que o exército de Almoleimar era muitas vezes superior. Perto do meio-dia, pararam os cavaleiros para descansar perto de um bosque onde emboscados aguardavam os mouros. A primeira seta feriu de morte um guerreiro português, o que fez com que o exército cristão se pusesse em guarda. Frente a frente se mediam a destreza e perícia árabes, invocando Allah, e a rudeza e força cristãs, clamando por Santiago.

 A batalha começou e ambos os exércitos se debateram com coragem, até que num dado momento Gonçalo Mendes e Almoleimar cruzaram espadas em cima dos seus cavalos. Um dos vários golpes desferidos atingiu Gonçalo Mendes que, mesmo ferido, atacou com raiva Almoleimar, que ripostou. O resultado foram dois golpes fatais, um dos quais matou o mouro e outro que deixou Gonçalo Mendes Maia ferido de morte. 

O Lidador, moribundo, perseguiu com os seus homens os mouros que debandavam em fuga até que o esforço de um último golpe sobre um cavaleiro árabe lhe agravou os ferimentos. O Lidador caiu morto na terra juncada de mais de mil corpos inimigos. 

Os cerca de sessenta cristãos sobreviventes celebraram com lágrimas esta última vitória do Lidador. Um sacerdote templário disse em voz baixa as palavras do Livro da Sabedoria: "As almas dos justos estão na mão de Deus e não os afligirá o tormento da morte".

Sabia que há oliveiras portuguesas mais antigas que Cristo?

 



A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) em cooperação com a empresa Oliveiras Milenares assegura a datação das mais antigas oliveiras portuguesas. A mais velha, até ao momento, tem a módica idade de 3.350 anos. Situa-se no concelho de Abrantes, onde é conhecida como a “Oliveira do Mouchão”.

Foram datadas centenas de outras oliveiras milenares em Portugal, uma com 2850 anos em Santa Iria de Azóia, várias em Monsaraz,uma delas com 2.450 anos, em Estremoz, Montemor-o-Novo, Lagoa, Beja, Vila Moura, Évora, Parque Serralves do Porto, entre outros pontos do país

José Luís Louzada, investigador da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), lidera uma equipa que, há vários anos, criou um método científico inovador que tem sido usado na classificação das oliveiras. O investigador aponta as razões da longevidade, “A oliveira está muito bem-adaptada ao nosso clima mediterrâneo. É sem dúvida um dos seres vivos que mais resiste ao tempo, pela sua grande capacidade de rejuvenescimento. Um pedaço de tronco por mais velho que esteja tem a capacidade de voltar a rebentar e a oliveira continuar a produzir azeitona”.

José Luís Louzada traça uma comparação que nos permite enquadrar a extraordinária longevidade destes seres vivo, “Há centenas de oliveiras portuguesas que já ultrapassam a idade de Cristo e podemos encontrá-las especialmente a sul do Mondego”, curiosamente “em muitos territórios nacionais, quem é dono das terras não é dono das oliveiras. Estas estão doadas, desde há séculos, a instituições que garantam a longevidade do seu uso, como sejam algumas irmandades religiosas ou as próprias Santas Casas da Misericórdia. E o azeite produzido é, muitas vezes, para sustento das igrejas e capelas, ou para alumiar nas lamparinas.”

 

 

 


sexta-feira, 2 de abril de 2021

Os novos passadiços de Monção,ligam a zona histórica da vila minhota às margens do rio Minho.

 


Passadiços "A Galiza mail'o Minho"



Os Passadiços de Monção foram inaugurados recentemente, tendo sido batizados como “A Galiza mail’o Minho”. Estes passadiços tornaram-se numa pérola do Minho. Os amantes da Natureza viverão aqui belos momentos pois, enquanto se passeia ao longo do Rio Minho, pode contemplar-se a beleza natural local.

 




Os passadiços começam no centro histórico e serpenteiam entre a muralha e o rio Minho, integrando-se nas “obras de requalificação do Parque das Caldas”, onde se costuma celebrar a grande festa anual do Alvarinho.

 



Pelos passadiços há “lugares de descanso e de contemplação” para “apreciar a envolvente paisagística, fluvial e monumental”, entre o Minho a correr as imponentes muralhas, monumento nacional há mais de um século.

O acesso aos passadiços é feito por uma “abertura existente no pano da muralha junto às escadas do Arado, na Avenida General Humberto Delgado”.

O passeio prossegue entre passadiço e ecovia - até ao posto agrícola de Troviscoso. A não perder no percurso, as pesqueiras, “construções seculares de pedra junto ao rio”.

 


 



Fonte:Município de Monção