terça-feira, 1 de junho de 2021

Igreja Santa Maria Novella em Florença

 



Basílica de Santa Novella em Florença

A Basílica de Santa Maria Novella é a sede dos dominicanos em Florença e uma das atrações mais visitadas da cidade. De uma beleza inegável, a fachada e as paredes do seu interior são autênticas obras de arte.

O edifício religioso e o mosteiro administrados pela ordem dominicana, fazem parte de um importante centro cultural que se encontra atualmente em requalificação.

Vindos de Bolonha os dominicanos estabeleceram-se em Florença em 1219 tendo como líder o frade Giovanni de Salerno.

A administração da Basílica de Santa Novella em Florença, que na altura era uma pequena igreja denominada de nome Santa Maria delle Vigne passou a ser feita pelos dominicanos em 1221. O nome devia-se à sua localização em terrenos agrícolas com muita vinha.

A 18 de outubro de 1279 durante a festa de São Lucas, com a bênção do cardeal Latino Malabranca Orsini, foi colocada a primeira pedra que iria dar origem a um novo edifício.

Uma obra controversa com projectos de dois frades dominicanos, Frade Sisto da Firenze e Frade Ristoro da Campi. A obra foi concluída em meados do século XIV, mas só foi consagrada em 1420 pelo papa Martin V, que residia na cidade.

Entre 1565 e 1571 foram feitas obras de remodelação por Giorgio Vasari que removeu o o recinto do coro e reconstruiu altares laterais, encurtando as janelas.

Entre 1575 e 1577 Giovanni Dosio construiu a capela de Gaddi. A Basilica sofreu novamente uma nova reforma entre 1858 e 1860, com projecto do arquiteto Enrico Romoli. Em 1999 o edifício sofreu uma importante restauração, sendo a fachada restaurada novamente entre 2006 a 2008.



A Fachada

A fachada em mármore da basílica de Santa Maria Novella é uma das obras mais importantes do Renascimento florentino. Foi terminada em 1920 voltando a ser intervencionada em 1350, onde se introduziram registos de mármore branco e verde, um projecto de Turino del Baldese que viria a falecer antes da obra terminada.

A partir de 1439 foi tentada em vão a conclusão da fachada, vindo somente vinte anos depois a consagrar-se pelas mãos de um comerciante rico (Giovanni Rucellai) que pagou a sua conclusão incumbindo o projeto ao seu arquiteto Leon Battista Alberti.

Entre 1458 e 1478, foram introduzidos novos materiais e harmonizados os já existentes, construiu-se o portal clássico inspirado no Panteão, e fizeram-se novas decorações.




Os claustros

O mosteiro de Santa Maria Novella encontra-se do lado esquerdo da basílica tendo dois claustros que só por si já merecem a visita.



Claustro verde

O Chiostro Verde (claustro verde) encontra-se atrás da entrada e foi construído entre 1330 e 1350, nas suas paredes encontram-se frescos do século XV com cenas do Antigo Testamento, da autoria de Paolo Uccello. O tom verde predominante nos frescos deram o nome ao claustro, mas infelizmente as cheias de 1966 danificaram irremediavelmente as pinturas.

No claustro podemos ainda encontrar a Cappellone degli Spagnoli (Capela dos Espanhóis), o refeitório e a antiga Sala do Capítulo onde no século XVI, se reuniu a corte espanhola de Eleonora de Toledo, esposa de Cosimo I de Medici.

Do Claustro Verde temos acesso ao Claustro dos Mortos decorado com frescos do século XIV e à Capela Strozzi.



Grande Claustro

Ao lado da Capela dos Espanhóis encontramos o Grande Claustro, construído entre 1340 e 1360.

Nas paredes podemos apreciar frescos com cenas que relatam a vida de vários santos dominicanos.













O Interior da Basílica

O magnifico interior da Basílica foi planeado ao detalhe. Um espaço amplo de 99 metros de comprimentos com três naves com abóbadas decoradas com arcos verdes e brancos. As paredes ostentam frescos com cenas da vida cotidiana de Florença na Alta Idade Média.

Entre as obras-primas da basílica, destaca-se o crucifixo de Giotto, que sofreu um restauro que demorou 12 anos, voltando a ser colocado na basílica em 2001, e o fresco “ Trindade, de Masaccio” , uma obra-prima renascentista.



As Capelas



Capela Maggiore

Nesta capela, destaca-se o Crucifixo de Giambologna no altar principal e os frescos de Domenico Ghirlandaio sobre a vida da Virgem e de São João adaptadas ao cotidiano da Florença renascentista. À esquerda encontra-se a Capela Strozzi, totalmente decorada com magníficos frescos do século XV de Filippino Lippi, do século XV, que relatam as diferenças entre o cristianismo e o paganismo.



Capela Gondi

Esta capela foi projetada por Giuliano da Sangallo e ostenta um crucifixo de madeira de Brunelleschi. Destacam-se também numerosos vitrais dos séculos XIV e XV.















A torre campanária

Com 69 metros de altura, a torre campanária construída em 1330 conta com cinco sinos.


O cemitério


O cemitério encontra-se do lado direito da Basílica. Aqui encontram-se sepultados florentinos ricos. Nos muros que rodeiam o cemitério, podemos ver nichos feitos à semelhança da fachada da igreja, os nobres florentinos foram enterrados. Cada nicho tem o brasão da família do nobre sepultado.

Missas

As missas continuam a ser celebradas na Basílica por frades dominicanos.



Notas:


Localização

Piazza di Santa Maria Novella


Horário

De outubro a março:

Segunda a quinta: das 9:00 às 17:30 horas.
Sexta: das 11:00 às 17:30 horas.
Sábado: das 9:00 às 17:30 horas.
Domingo: das 13:00 às 17:30 horas.

De abril a junho:

Segunda a quinta: das 9:00 às 19:00 horas.
Sexta: das 11:00 às 19:00 horas.
Sábado: das 9:00 às 17:30 horas.
Domingo: das 13:00 às 17:30 horas.

De julho a agosto:

Segunda a quinta: das 9:00 às 19:00 horas.
Sexta: das 11:00 às 19:00 horas.
Sábado: das 9:00 às 18:30 horas.
Domingo: das 12:00 às 18:30 horas.

Setembro:

Segunda a quinta: das 9:00 às 19:00 horas.
Sexta: das 11:00 às 19:00 horas.
Sábado: das 9:00 às 17:30 horas.
Domingo: das 12:00 às 17:30 horas.


Preço

O bilhete dá acesso à Basílica, ao Museu , aos claustros e à Capela dos Espanhóis.

Adultos: 7,50 €
Jovens até aos 18 anos: 5,00 €
Crianças com menos de 11 anos e idosos: Entrada gratuita.


Perto da Basílica podemos visitar:



Battistero di San Giovanni (480 m) 
Piazza del Duomo (503 m) 
Campanile de Giotto (534 m) 
Catedral de Florença (561 m) 
Museo dell'Opera del Duomo (694 m)



segunda-feira, 31 de maio de 2021

Cascais

 



A vila de Cascais surge aninhada entre Sintra, Oeiras e o Oceano Atlântico, espraiando-se por pequenas colinas e vales, desde a encosta da serra até ao litoral.

A origem do nome perde-se no tempo, mas prevê-se que tenha origem na palavra cascal, remetendo-nos para as conchas e detritos calcários de crustáceos que existiam nas imediações da pequena aldeia de pescadores que veio depois a dar o nome ao concelho.

Com o decorrer dos anos a baía de Cascais ganha destaque principalmente no período inicial dos Descobrimentos sendo ordenado por D. João II, em 1488, a construção de uma torre defensiva.

Mas o grande desenvolvimento turístico surge no final do séc. XIX quando o rei D. Luís I escolheu a baía de Cascais para sua residência de verão. Desde então o concelho tornou-se num lugar “chique” atraindo as famílias mais abastadas que construíram palacetes e vivendas, atraídos pelo clima ameno e pela reduzida pluviosidade.

Apesar da sua população ser superior a muitas cidades, Cascais continua a não querer ser cidades por motivos turísticos.





























Na linha de Cascais não faltam praias para desfrutar de um bom mergulho, por vezes o difícil mesmo é escolher….

















Curiosidades de Cascais:



* Cascais foi a primeira terra portuguesa a realizar uma experiência bem sucedida de iluminação eléctrica e a electrificar a tracção no seu ramal ferroviário.

* Pertence, também a Cascais a única ponte existente sobre o Oceano Atlântico: a ponte de Santa Marta.



E no final do dia, nada como saborear um delicioso petisco na companhia de um Gin..... a opção desta vez foi um simpático restaurante, que serve os melhores mexilhões que já provamos no nosso país.

Moules & Gin

















Como chegar:



Pode chegar pela estrada marginal de Lisboa ou de comboio. A viagem de comboio entre Lisboa e Cascais é feita sempre acompanhando o rio Tejo e as praias da costa do Estoril, sendo por isso uma viagem que vale a pena pela sua beleza cénica.

Castelo de Edimburgo

 


O Castelo de Edimburgo é a atração turística mais visitada da Escócia com mais de um milhão de visitantes por ano. Sendo um dos castelos mais importantes do Reino Unido e símbolo da cidade de Edimburgo, sobreviveu ao longo dos séculos a diversos cercos militares e é considerado um dos castelos que sofreu mais ataques no mundo.

Mandado construir no final do século XII por Malcolm III em Castle Rock depressa se expandiu uma povoação ao seu redor tornando-se num burgo real com o privilégio de poder comercializar.

Este privilégio também se deve ás ordens religiosas que foram criadas em Edimburgo e que marcaram o crescimento da cidade. A ordem dos frades Dominicanos que se vestiam de preto e a Ordem dos frades Augustinos que envergavam vestes cinzentas. Estas ordens religiosas influenciaram o crescimento e desenvolvimento da cidade.

No século XIV, com o comércio a prosperar, a cidade de Edimburgo já era conhecida pela exportação de peles e lã, através do porto de Leith, pelo comercio de gado em Cowgate e pelo comercio de cereais e feno no Grassmarket.

Ao longo dos anos Edimburgo cresceu e desenvolveu-se, ganhando cada vez mais privilégios, sendo declarada capital da Escócia no século XV. 
Por volta do ano 1500, a população de Edimburgo já era de15.000 habitantes.



Para chegarmos ao Castelo de Edimburgo temos de subir a Royal Mile, uma das avenidas mais conhecidas da cidade, que faz ligação com o Palácio de Holyroodhouse.

Situado no centro da cidade, empoleirado no topo da Castle Rock, uma rocha de 130 metros de altura com três dos seus lados protegidos por desfiladeiros, proporciona-nos uma vista magnifica de Edimburgo.

Para visitarmos o Castelo, devemos reservar algumas horas e levar roupa e sapatos confortáveis.


O que não deve perder:


Disparo do Canhão à Uma em Ponto


Esta tradição remonta a 1861 e é uma das atrações do castelo, reunindo os visitantes todos os dias (menos aos domingos) para verem o General de Artilharia disparar o canhão à uma da tarde (com pontualidade britânica).

Antigamente o canhão era disparado à uma em ponto para os marinheiros e os habitantes da cidade acertarem os seus relógios ou para aqueles que não tinham relógio saberem as horas.


Capela de Santa Margarita


Esta pequena capela situada na parte mais antiga do Castelo, foi edificada em homenagem à mãe de David I, e é o edifício mais antigo de Edimburgo.


Honours of Scotland


As Joias da Coroa são os objetos reais mais antigos do cristianismo compostos pela Coroa, a Espada do Estado e o Cetro.

Também podemos ver na exposição a “Pedra do Destino”, um dos símbolos mais valiosos da Escócia. Era nesta pedra que eram coroados os reis escoceses. A pedra foi roubada pelos Ingleses e ficou durante 700 anos em Londres, só em 1996 foi devolvida à Escócia.


Memória Nacional da Guerra da Escócia



Este edifício homenageia os que morreram nos conflitos desde a I Guerra Mundial.


Mons Meg



Um canhão do século XV que foi usado na guerra contra os ingleses durante o reinado de Jacob II da Escócia.



Prisões de guerra



Ao visitarmos esta exposição, ficamos com a noção de como viviam os prisioneiros em condições miseráveis no Castelo.


Cemitério de Cães



Um pouco fora do comum para a época, neste castelo existe um pequeno cemitério onde eram enterrados os cães do exército.




























Notas:

Sendo um dos sítios mais visitados da cidade, é de prever que as filas para adquirir os ingressos são enormes. Para evitar perder tempo compre os ingressos online antecipadamente.



Localização

Castle Hill.



Horário

De 1 de abril a 30 de setembro, das 9:30 às 18:00 horas. 

De 1 de outubro a 31 de março, das 9:30 às 17:00 horas. 


Preço


Adultos: £19,50 (€22,60). Online: £17,50 (€20,30).

Crianças de 5 a 15 anos: £11,50 (€13,40). Online: £10,50 (€12,20).

Maiores de 60 anos e desempregados: £16 (€18,60). Online: £14 (€16,30).


Transporte

A pé da High Street.


Lugares próximos



Scotch Whisky Experience (185 m) Museu Nacional da Guerra da Escócia (190 m) Câmara Obscura (200 m) Princes Street Gardens (267 m) Gladstone's Land (328 m)





Transporte



A pé da High Street.