sexta-feira, 4 de junho de 2021

Glasgaw - um centro mundial de Arte Urbana

 


Situada nas Terras Baixas ocidentais da Escócia, Glasgow é uma cidade portuária famosa pela sua arquitetura vitoriana e art nouveau.

A cidade possui uma vida cultural intensa, repleta de museus, salas de espetáculos e artistas de rua. A street art de Glasgow transformou a cidade dando-lhe uma nova alma, enchendo-a de cor e alegria.





Arte Urbana em Glasgow e a rota de murais

Quando pensamos na Escócia, a arte de rua não é o que nos vem de imediato à cabeça. No entanto é em Glasgow que encontramos um dos melhores lugares do mundo para ver este tipo de arte.

Quem chegamos à cidade depressa nos apercebemos da sua criatividade e do encanto que a arte urbana dá à cidade tornando-a única. Grandes murais de pintura realista cheios de cor e muita criatividade, ocupam paredes, muros e recantos, transformando espaços vazios e sem cor e belas obras de arte.

Quando ocorreram os Jogos da Commonwealth em 2014, a Câmara Municipal mandou pintar alguns dos morais existentes na cidade, pretendendo dar ao mundo a visão de uma cidade cheia de arte e cultura.

Outros surgiram pela mão de galerias de arte e artistas de arte de rua locais.

Esta expressão artística tornou-se tão famosa na cidade que todos os meses surgem novas obras pela mão de artistas como Smug, Rogue-One, Klingatron entre outros….







Antigamente a parede onde se encontra este mural era um espaço decadente, sem vida.

Sumug um artista de arte urbana da cidade, com a sua criatividade cobriu-a de vida e cor.

O mural tem representados todos os tipos de animais que se encontram nos espaços verdes e parques de Glasgow.









Este mural representa Santa Enoque e o Menino ( seu filho)

Depois de pintar o mural que representava o santo padroeiro da cidade (foto em baixo), Samug, um artista local, pinta este mural que representa Santa Enoch (ou Teneu) mãe de São Mungo amamentando-o. Mais uma vez coloca o pássaro representativo da lenda local. Uma pintura contemporânea realista que parece uma fotografia.

Fica situado na esquina entre a High Street e a George Street.






Este mural retrata a lenda de São Mungo

São Mungo é o santo padroeiro da cidade e é o tema de um dos murais mais recentes da Rota da Arte de Rua de Glasgow .

Smug um artista da cidade, pintou o santo em estilo moderno dando-lhe uma imagem contemporânea, com o pássaro da lenda local "O Pássaro que Nunca Voou". Este mural fica próximo da Catedral de Glasgow, onde o santo está sepultado.






Gallery of Modern Art (GoMA)



A Gallery of Modern Art é o maior museu de arte contemporânea de Glasgow. Localiza-se na Buchanan Street, e no seu espolio podemos encontrar muitas obras de artistas locais e internacionais.

Mas uma das maiores atrações do museu, é a estátua equestre do Duke of Wellington, que se encontra no exterior em frente do edifício, construída pelo artista italiano Carlo Marochetti. A estátua foi erguida em 1844 como uma homenagem a Arthur Wellesley, o primeiro duque de Wellington.

Esta estátua tornou-se um símbolo da cidade Glasgow, tudo devido ao icónico chapéu do duque, que na verdade é um cone de trânsito laranja.

O cone foi colocado na estátua por um grupo de pessoas depois de uma noite de copos. A policia retirou-o e na noite seguinte a estátua voltou a ostentar o seu “chapéu”, este comportamento atesta o senso de humor dos habitantes de Glasgow. Depois das sucessivas tentativas infrutíferas da policia para retirar o cone da estátua, este acabou por ficar, tornando-se um símbolo de rebeldia, alegria e boa disposição dos habitantes da cidade.

Em 2011 o Guia Lonely Planet integrou a estátua na sua lista dos “10 monumentos mais bizarros da Terra”, tornando-a ainda mais procurada pelos turistas.





Buchanan Street, Argyle Street e Sauchiehall Street


Estas ruas são as mais atrativas da cidade, devido ás suas casas históricas transformadas em lojas. São ruas pedonais que atraem milhares de pessoas que ai fazem as suas compras e desfrutam da vida na cidade.








George Square



A George Square é a praça principal e o coração de Glasgow. Deve o seu nome ao Rei Georges III, é o local mais turístico da cidade e o ponto de partida para a visitar, beber um café nas sua esplanadas ou descansar apreciando a beleza do local.












Catedral de Glasgow


Situada numa colina em East End, a catedral de Glasgow, também conhecida como a Catedral de St Mungo ou High Kirk of Glasgow é o monumento mais importante da cidade.

Esta grande catedral gótica foi construída entre os séculos XII e XIII e no seu interior podemos apreciar belos vitrais e visitar na cripta o tumulo de São Mungo, padroeiro da cidade.

A entrada é gratuita.








A Necrópole



A Necrópole é um cemitério vitoriano localizado em frente à catedral de São Mungo no topo de uma colina.

São milhares de túmulos e monumentos.

No topo da colina deslumbramo-nos com um belíssima vista da cidade.








Lago Ness

 



É o segundo maior lago de água doce escocês, situado 16 metros acima do nível do mar, com uma superfície de aproximadamente 56 quilômetros quadrados, e uma profundidade que chega aos 230 metros.

No entanto o que tornou o lago Ness mundialmente conhecido, não foi o seu tamanho nem a sua profundidade, mas sim uma lenda que remonta ao século VI (ano de 565 d.C.), época em que foram feitos os primeiros registos escritos das aparições de um monstro descrito como uma espécie de dragão marinho “O Monstro de Loch Ness”, apelidado carinhosamente pelos escoceses por Nessie. De contos tradicionais, ao cinema e literatura, o monstro do Lago Ness é um ícone incontornável da cultura popular escocesa e anglo-saxónica.

As evidências científicas para a existência do O Monstro de Loch Ness, são praticamente nulas, o que não impede que o mesmo seja uma atração turística, alimentando a imaginação de adultos e crianças que visitam o lago na esperança de o avistarem











Para visitar o lago Ness de forma confortável, pode optar por um passeio de barco e apreciar a paisagem das margens destacando-se as ruínas do Urquhart Castle.















Palácio de Holyroodhouse - A residência oficial da monarquia britânica na Escócia

 



O Palácio de Holyroodhouse, conhecido por todos como o Palácio de Holyrood, palavra derivada do termo escocês Haly Ruid (Cruz Sagrada), foi construído por David I da Escócia, em 1128 com a função de mosteiro. Transformado em palácio foi a residência principal dos reis da Escócia desde o século XV. Ainda hoje a rainha Isabel II usa regularmente o palácio no início de cada verão.




No inicio do século XV, no local do actual palácio, existia uma casa de hóspedes. No final do mesmo século Holyrood já era uma residência real embora ainda não tivesse o nome de Palácio. Em 1430 Jaime II da Escócia nasceu em Holyrood, aqui foi coroado, casou e foi sepultado mas apenas em 1501 Holyrood depois de Jaime IV construir um novo edifício recebeu o titulo de Palácio.




Durante a visita de Oliver Cromwell e dos seus soldados em 1650, o Palácio sofreu um incêndio na área leste.

Depois do incêndio a ala leste do Palácio foi abandonada, sendo as alas restantes do palácio usadas como quartel.

Cromwell mandou reconstruir o palácio, a ala oeste subiu dois andares em 1659, mas a sua reconstrução acabou por ser abandonada. Carlos II acabou por ter o palácio reedificado pelo arquitecto sir William Bruce entre 1671 e 1679, ficando praticamente como o podemos visitar agora.

Infelizmente é proibido tirar fotos no interior do palácio. 









A visita no interior do palácio termina nos aposentos reais, seguindo as indicações do áudio-guia seguimos para o exterior em direcção ás ruínas da antiga Abadia.





A Abadia de Holyrood, foi mandada construir por David I da Escócia em 1128.

Crê-se que foi oferecida como presente aos cônegos de Santo Agostinho, os chamados frades brancos.

Ao longo de muito tempo os reis escoceses preferiam alojar-se na abadia do que no Castelo de Edimburgo devido ao facto do castelo ser mais frio e desconfortável.

A Abadia foi vitima de pilhagens e vandalismo ao longo dos séculos.

Durante duas invasões inglesas no século XIV, a abadia foi pilhada e incendiada. Em 1547 comissários do Protetor Somerset destruíram o convento o coro a capela e transeptos da abadia, sendo o seu interior saqueado vinte anos mais tarde por "rascal multitude" de John Knox.

Em 1758 foi colocada uma abóbada, mas colapsou pouco tempo depois da sua construção.

Depois de em 1670 Carlos II de Inglaterra tem mandado restaurar o palácio, Jaime II de Inglaterra mandou restaurar a nave da Igreja ao culto católico e como capela dos Cavaleiros do Cardo. Mas um ano depois teve de abandonar a Escócia.

A Abadia sofreu graves danos durante a Reforma e apesar de ter sofrido restauros e de lhe terem colocado um tecto novo em 1758, este colapsou em 1768 e a abadia foi definitivamente abandonada, ficando como a conhecemos actualmente.









Jardins do Palácio


Após a visita à Abadia, somos encaminhados para os belos jardins do palácio. Aqui podemos apreciar arvores, flores e arbustos, plantados de forma harmoniosa num dos jardins mais bem cuidados que já visitamos.

No verão é possível fazer uma visita guiada aos jardins mediante o pagamento de um valor adicional.








terça-feira, 1 de junho de 2021

Igreja Santa Maria Novella em Florença

 



Basílica de Santa Novella em Florença

A Basílica de Santa Maria Novella é a sede dos dominicanos em Florença e uma das atrações mais visitadas da cidade. De uma beleza inegável, a fachada e as paredes do seu interior são autênticas obras de arte.

O edifício religioso e o mosteiro administrados pela ordem dominicana, fazem parte de um importante centro cultural que se encontra atualmente em requalificação.

Vindos de Bolonha os dominicanos estabeleceram-se em Florença em 1219 tendo como líder o frade Giovanni de Salerno.

A administração da Basílica de Santa Novella em Florença, que na altura era uma pequena igreja denominada de nome Santa Maria delle Vigne passou a ser feita pelos dominicanos em 1221. O nome devia-se à sua localização em terrenos agrícolas com muita vinha.

A 18 de outubro de 1279 durante a festa de São Lucas, com a bênção do cardeal Latino Malabranca Orsini, foi colocada a primeira pedra que iria dar origem a um novo edifício.

Uma obra controversa com projectos de dois frades dominicanos, Frade Sisto da Firenze e Frade Ristoro da Campi. A obra foi concluída em meados do século XIV, mas só foi consagrada em 1420 pelo papa Martin V, que residia na cidade.

Entre 1565 e 1571 foram feitas obras de remodelação por Giorgio Vasari que removeu o o recinto do coro e reconstruiu altares laterais, encurtando as janelas.

Entre 1575 e 1577 Giovanni Dosio construiu a capela de Gaddi. A Basilica sofreu novamente uma nova reforma entre 1858 e 1860, com projecto do arquiteto Enrico Romoli. Em 1999 o edifício sofreu uma importante restauração, sendo a fachada restaurada novamente entre 2006 a 2008.



A Fachada

A fachada em mármore da basílica de Santa Maria Novella é uma das obras mais importantes do Renascimento florentino. Foi terminada em 1920 voltando a ser intervencionada em 1350, onde se introduziram registos de mármore branco e verde, um projecto de Turino del Baldese que viria a falecer antes da obra terminada.

A partir de 1439 foi tentada em vão a conclusão da fachada, vindo somente vinte anos depois a consagrar-se pelas mãos de um comerciante rico (Giovanni Rucellai) que pagou a sua conclusão incumbindo o projeto ao seu arquiteto Leon Battista Alberti.

Entre 1458 e 1478, foram introduzidos novos materiais e harmonizados os já existentes, construiu-se o portal clássico inspirado no Panteão, e fizeram-se novas decorações.




Os claustros

O mosteiro de Santa Maria Novella encontra-se do lado esquerdo da basílica tendo dois claustros que só por si já merecem a visita.



Claustro verde

O Chiostro Verde (claustro verde) encontra-se atrás da entrada e foi construído entre 1330 e 1350, nas suas paredes encontram-se frescos do século XV com cenas do Antigo Testamento, da autoria de Paolo Uccello. O tom verde predominante nos frescos deram o nome ao claustro, mas infelizmente as cheias de 1966 danificaram irremediavelmente as pinturas.

No claustro podemos ainda encontrar a Cappellone degli Spagnoli (Capela dos Espanhóis), o refeitório e a antiga Sala do Capítulo onde no século XVI, se reuniu a corte espanhola de Eleonora de Toledo, esposa de Cosimo I de Medici.

Do Claustro Verde temos acesso ao Claustro dos Mortos decorado com frescos do século XIV e à Capela Strozzi.



Grande Claustro

Ao lado da Capela dos Espanhóis encontramos o Grande Claustro, construído entre 1340 e 1360.

Nas paredes podemos apreciar frescos com cenas que relatam a vida de vários santos dominicanos.













O Interior da Basílica

O magnifico interior da Basílica foi planeado ao detalhe. Um espaço amplo de 99 metros de comprimentos com três naves com abóbadas decoradas com arcos verdes e brancos. As paredes ostentam frescos com cenas da vida cotidiana de Florença na Alta Idade Média.

Entre as obras-primas da basílica, destaca-se o crucifixo de Giotto, que sofreu um restauro que demorou 12 anos, voltando a ser colocado na basílica em 2001, e o fresco “ Trindade, de Masaccio” , uma obra-prima renascentista.



As Capelas



Capela Maggiore

Nesta capela, destaca-se o Crucifixo de Giambologna no altar principal e os frescos de Domenico Ghirlandaio sobre a vida da Virgem e de São João adaptadas ao cotidiano da Florença renascentista. À esquerda encontra-se a Capela Strozzi, totalmente decorada com magníficos frescos do século XV de Filippino Lippi, do século XV, que relatam as diferenças entre o cristianismo e o paganismo.



Capela Gondi

Esta capela foi projetada por Giuliano da Sangallo e ostenta um crucifixo de madeira de Brunelleschi. Destacam-se também numerosos vitrais dos séculos XIV e XV.















A torre campanária

Com 69 metros de altura, a torre campanária construída em 1330 conta com cinco sinos.


O cemitério


O cemitério encontra-se do lado direito da Basílica. Aqui encontram-se sepultados florentinos ricos. Nos muros que rodeiam o cemitério, podemos ver nichos feitos à semelhança da fachada da igreja, os nobres florentinos foram enterrados. Cada nicho tem o brasão da família do nobre sepultado.

Missas

As missas continuam a ser celebradas na Basílica por frades dominicanos.



Notas:


Localização

Piazza di Santa Maria Novella


Horário

De outubro a março:

Segunda a quinta: das 9:00 às 17:30 horas.
Sexta: das 11:00 às 17:30 horas.
Sábado: das 9:00 às 17:30 horas.
Domingo: das 13:00 às 17:30 horas.

De abril a junho:

Segunda a quinta: das 9:00 às 19:00 horas.
Sexta: das 11:00 às 19:00 horas.
Sábado: das 9:00 às 17:30 horas.
Domingo: das 13:00 às 17:30 horas.

De julho a agosto:

Segunda a quinta: das 9:00 às 19:00 horas.
Sexta: das 11:00 às 19:00 horas.
Sábado: das 9:00 às 18:30 horas.
Domingo: das 12:00 às 18:30 horas.

Setembro:

Segunda a quinta: das 9:00 às 19:00 horas.
Sexta: das 11:00 às 19:00 horas.
Sábado: das 9:00 às 17:30 horas.
Domingo: das 12:00 às 17:30 horas.


Preço

O bilhete dá acesso à Basílica, ao Museu , aos claustros e à Capela dos Espanhóis.

Adultos: 7,50 €
Jovens até aos 18 anos: 5,00 €
Crianças com menos de 11 anos e idosos: Entrada gratuita.


Perto da Basílica podemos visitar:



Battistero di San Giovanni (480 m) 
Piazza del Duomo (503 m) 
Campanile de Giotto (534 m) 
Catedral de Florença (561 m) 
Museo dell'Opera del Duomo (694 m)