sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Ferragudo: O Algarve secreto

 



Ferragudo é uma aldeia no concelho de Lagoa, na região do Algarve. Situada no extremo poente do município, tem 5,41 km² de área e cerca de 2000 habitantes.

Esta aldeia oferece um dos mais bonitos postais de visita ao Algarve. Uma encosta cheia de casas típicas, um muro de pedra que divide a terra, do mar que entra por um rio até quase à porta dos habitantes, e os barcos de madeira fundeados quase ao acaso a completar a paisagem.

No fundo da paisagem está a cidade de Portimão e pode-se ver os mastros dos veleiros que descansam na colorida Marina.

Assim é Ferragudo.

 


Esta povoação nasceu no séc. XIV, contando uma história de pescadores pobres à procura de alimento para as suas famílias na foz do rio Arade, local de abundância de peixe.

O nome Ferragudo apareceu devido a um engenho de ferro colocado na praia que servia para içar o peixe, e as mercadorias pesadas dos barcos para terra.

Com praias de beleza natural fantástica, aliado ao clima ameno, com o passar dos anos a povoação foi crescendo e hoje em dia oferece muitas opções de alojamento nas redondezas. Ferragudo é reconhecida pela sua excelência, lugares pitorescos e simpáticos habitantes, que tornam o local numa ótima escolha para umas férias relaxantes.



“Venha ao Algarve e deixe-se conquistar por Ferragudo”.


 

 

 

 

Foto 1: @https://cincodecadavez

 

Uma Viagem à História do Vinho de Talha...

 


Trazido pelos romanos para a Península Ibérica, perpetuado no tempo pelos alentejanos. Hoje vamos conhecer o histórico vinho de talha!

 


Mas afinal o que é o vinho de talha?

É uma técnica milenar, trazida pelos romanos até este lado do mundo e mantida até aos dias de hoje, essencialmente no Alentejo.

O método tradicional que se usa na maioria das adegas consiste em esmagar as uvas após as separar do engaço, permitindo que o sumo se misture com todos os restantes elementos. Essa massa é colocada directamente na talha de barro e aí fica até (pelo menos) a meio de Novembro.

Entretanto é necessário mexer as massas, misturar a parte sólida com a parte líquida para que o vinho vá ganhando estrutura e sabor que a película e as grainhas conferem.

 



Considerando que a vindima ocorre geralmente no início de Setembro, o vinho fica a macerar por cerca de dois meses e meio até poder ser provado pela primeira vez.

As grandes talhas de barro são “pesgadas” no seu interior, ou seja, são revestidas de uma pasta feita de cera de abelha, resina de pinheiro e azeite.

Atualmente o vinho de talha está na moda e ainda bem! Mas atenção, segundo a Comissão Vitivinícola do Alentejo, só se pode considerar vinho de talha aquele cujas massas fermentam juntamente com o vinho dentro da talha.

 


O sabor único do vinho de talha, algo rude, vem da resina de pinheiro (essencial para combater a evaporação dos néctares, num material poroso como é o barro) de que se reveste o interior das talhas, de diferentes tamanhos, as maiores chegando aos mil litros de capacidade, e que não são, como alguns pensam, o mesmo que ânforas - também em barro e herança dos romanos, mas menores, a comportar apenas 20 litros, usadas para transporte e não para estágios vinhateiros.

 


As adegas alentejanas, quase sempre subterrâneas, para que o calor não estrague a produção, estão na moda estas vasilhas ali deixadas há 2.000 anos pelos romanos e recentemente recuperadas, por expressarem uma tradição milenar e não porque os vinhos feitos segundo esse processo artesanal sejam objetivamente melhores que os outros, fermentados a temperaturas controladas e estagiados em cubas de inox ou barricas de carvalho, em adegas modernas. O que eles são é diferentes, com notas vegetais vincadas, a pedir queijos, enchidos e temperos fortes. Isto, claro, quando são feitos com rigor, numa busca de elegância. 

 

 








Fonte:

https://cdn.cmjornal.pt
https://www.sabado.pt
https://www.entrevinhas.com

 

 

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

Traje à Vianesa – ex-libris de Portugal

 


De uma forma genérica, o traje à lavradeira era a roupa que a mulher do campo usava nas suas lides diárias como em dias de festa e de romaria, diferenciando-se naturalmente a que empregava no trabalho da que guardava para ocasiões especiais. E distinguia-se ainda segundo a sua idade, estado civil ou estatuto social. A não ser que se estivesse perante um caso de perturbação do foro psíquico, ninguém esperaria ver uma respeitável matriarca com um traje garrido, dos jeitos que usavam as moças da Areosa

Mas, no Minho, a mulher não exercia exclusivamente um ofício qualquer que ele fosse. Era ela quem trabalhava no campo e cuidava da família e das lides da casa, que semeava o linho, espadelava, fiava e tecia. E, sempre que as obrigações domésticas o permitiam, era ainda ela quem bordava ou rendilhava. Ela era simultaneamente lavradeira e tecedeira, bordadeira e rendilheira, esposa e mãe. Por conseguinte, a designação de lavradeira apenas nos proporciona uma ideia pálida da grandeza da mulher minhota – e uma classificação algo incompleta do traje que usava!

 


 
Mas o traje antigo da mulher rural do Minho não era uniforme, variando ainda consoante a região – ou sub-região se assim o entenderem! – de acordo com as necessidades climatéricas, os rituais e as mentalidades, o caráter e a habilidade das talentosas artistas que o confecionam. 

Alegres e vistosos na Ribeira Lima, desde Viana do Castelo até Ponte de Lima, com mais estopa na Serra d’Arga, mudam completamente de cor a partir de São Martinho da Gandra para quem segue o percurso do rio Lima até ao Soajo.

 E, que dizer do traje de lavradeira de Ponte da Barca, de Barcelos ou de capotilha na região de Braga? 

Todos estes e muitos outros, com as formas mais diversas, mais não são do que variantes do traje de lavradeira minhota ou, melhor dizendo, diferentes trajes que a mulher rural outrora usava no Minho.

 


 
Naturalmente, a vivacidade das cores e a beleza artística do traje usado nas zonas rurais à volta de Viana do Castelo despertaram a curiosidade da burguesia citadina e veio mais tarde a tornar-se no cartaz turístico de uma região. Mas, perdoem-me os folcloristas, Viana do Castelo não é apenas terra de lavradeiras – aqui também existem pescadores e peixeiras e, tempos houve que também existiam marinhas de sal e cuidava-se da seca do bacalhau. E, não obstante, não vemos os costumes dos marnotos representados pelos grupos de folclore!

Sucede que a primeira função do vestuário é agasalhar a pessoa que o utiliza. Não obstante e sem descurar essa finalidade, o Homem procura dotá-lo de beleza e através dele transmitir as suas ideias e sensações. Com efeito, a arte apenas serve para nos alegrar a vida!

As transformações impostas pelo tempo, nomeadamente o aparecimento de novas modas burguesas e ainda a sua utilização por parte de regimes autoritários como o Estado Novo, fizeram do folclore uma das vertentes da promoção turística levaram à adulteração do traje, à semelhança do que se verificou com o artesanato, as danças e de uma maneira geral tudo quanto se relaciona com a nossa cultura tradicional. Apareceram as saias curtas e as unhas postiças, os botões de plástico em série sobre coletes recortados e chapéus á toureiro, a maquilhagem e os acessórios da moda atual. É o “folclore” do tipo bilhete-postal para vender ao turista. De resto, passou a constituir uma das atrações das chamadas “casas de fado”, depois do antigo regime retirar das vielas mal frequentadas este género musical e atribuir aos faias carteira profissional…

 


A partir da década de quarenta do século passado, sob a orientação dos folcloristas afetos ao regime e o patrocínio das Casas do Povo, da Mocidade Portuguesa, da Fundação Nacional para a Alegria no Trabalho (FNAT) e do Secretariado Nacional da informação (SNI), foram constituídos muitos grupos folclóricos que passaram a servir de modelo para os que entretanto foram aparecendo até ao presente. Sem qualquer preocupação de natureza cultural nem rigor técnico, copia-se o figurino, quando não se procede à compra do “fardamento” por atacado numa qualquer loja da especialidade… é o folclore que temos!

 


 
Fazem-nos atualmente crer certos folcloristas que apenas o chamado traje à vianesa deve ser considerado como traje de lavradeira, na suposição de que não existiam outrora no Minho mais lavradeiras nem as mulheres faziam outra coisa senão vestir o traje domingueiro, não iam ao tear nem bordavam… eram apenas lavradeiras de ir á festa!




Fotos: https://jornalc.pt

Visitar Monsaraz | o Alentejo perto do céu



A airosa vila medieval de Monsaraz, mantem a sua magia de outrora como poucos lugares no mundo. Feita de cal e xisto, este lugar sussurra-nos, por entre o eco dos nossos passos nas suas ruas, magníficas histórias de reis audazes, cavaleiros templários, gentes bravas e damas de beleza singela.

Suspensa no tempo, a histórica povoação alentejana, uma das mais antigas de Portugal, é um destino obrigatório na sua lista de lugares a visitar no Alentejo. Especialmente depois de, em 2017, ter vencido na categoria “Aldeias Monumento” do concurso 7 Maravilhas de Portugal – Aldeias.

 



O que visitar em Monsaraz

As muralhas que circundam a vila guardam uma povoação acolhedora, onde a luz acaricia os pitorescos e tradicionais lares das hospitaleiras gentes desta terra. Descobrir Monsaraz é viajar no tempo e desfrutar da História no presente. E há tanto para ver e sentir nesta encantadora máquina do tempo, bem no coração do Alentejo!

Como as suas ruas são ancestrais, Monsaraz oferece um espaçoso parque de estacionamento perto das muralhas, para que os seus visitantes possam visitá-la como deve ser: a pé e despreocupadamente.

Aprecie o imponente e peculiar cerco muralhado que abraça esta vila-museu do Alentejo, erguido durante as Guerras de Restauração. Esta muralha previa, no seu plano, a construção do Forte de São Bento, originalmente em forma estrelada, os Baluartes de São João e do Castelo e a Ermida de São Bento. Estava igualmente planeada a construção de três torres em Monsaraz: a primeira, no marmelão de São Gens; a segunda, na herdade das Pipas; a última, na herdade de Ceuta.

 



A cerca muralhada de Monsaraz tem quatro grandes portas por onde pode entrar na vila. A principal, a Porta da Vila, está protegida por dois torreões semicilíndricos e tem, a encimar o seu arco gótico, uma lápide consagrada à Imaculada Conceição, em 1646, por El-Rei D. João IV. A Porta d’Évora, no lado norte da muralha e também de arco gótico, protege-se por um cubelo. As restantes, d’Alcoba e do Buraco, são portas de arco pleno. Virando costas às entradas, a vista sobre os campos do Alentejo é… soberba.

 


Percorra a muralha até ao castelo de Monsaraz. Construído por D. Dinis, no século XIV, está classificado como Monumento Nacional. Por volta de 1830 e após desativação de funções militares, a antiga praça de armas do castelo passou a servir como uma espécie de praça de touros. Aqui e durante as festas em honra de Nosso Senhor Jesus dos Passos, decorre uma tourada tradicional anualmente, uma tradição secular indispensável para as gentes de Monsaraz. 

 


O castelo de Monsaraz é um ponto turístico único e excepcional em Portugal, pois é um dos mais esplêndidos mirantes sobre o maravilhoso espelho-de-água da Barragem de Alqueva, o maior lago artificial da Europa e uma das maiores obras portuguesas do nosso século. Um lugar especial onde pode inclusivamente navegar sem carta de marinheiro num barco casa.

 


Caminhe devagar até ao Largo D. Nuno Álvares Pereira e entre na deslumbrante Igreja Matriz de Nossa Senhora da Lagoa. Erguida sobre as ruínas de uma igreja gótica, destruída devido à peste negra que assolou a região, este monumento religioso, do século XVI e em xisto regional, é de autoria de Pêro Gomes.

 



A matriz de estilo renascentista apresenta um belíssimo frontão, decorado por um painel de azulejos e uma Cruz da Ordem de Cristo, em honra de Nossa Senhora da Conceição. No seu interior, estude com atenção e deixe-se encantar pelo túmulo de Gomes Martins Silvestre, cavaleiro templário, primeiro alcaide e povoador de Monsaraz. Construído em mármore de Estremoz, tem esculpido, na sua face frontal, um cortejo fúnebre onde desfilam dezassete figuras.

Também sobre as ruínas do seu antecessor desfeito no terramoto de 1755, está o Pelourinho oitocentista. Em mármore branco de Estremoz, este símbolo da jurisdição e autonomia de Monsaraz está situado mesmo em frente à Igreja Matriz.

Já que está no Largo D. Nuno Álvares, aproveite e desfrute da riqueza arquitetónica e histórica dos edifícios aí localizados. A Casa Monsaraz, também conhecida como Novos Paços da Audiência, de finais do século XVII, ostenta o brasão de armas da vila; o Hospital do Espírito Santo e Casa da Misericórdia, que englobam a Igreja da Misericórdia. Esta última construção religiosa do século XVI, de arquitetura sóbria e simples, alberga uma imagem do Senhor Jesus dos Passos, padroeiro da vila.







Na Travessa da Cadeia encontra os Antigos Paços da Audiência. Estes funcionaram, durante séculos, como sede administrativa e tribunal de Monsaraz. Quando a gestão do concelho passou para Reguengos, este edifício tornou-se na escola primária e, mais tarde, no posto de turismo. Entre e veja o fresco medieval O Bom e o Mau Juiz. Nele, estão representados o Juiz da Terra (o Bom Juiz), que segura uma vara vermelha, e o Juiz de Fora (o Mau Juiz), que segura uma branca.

Enquanto o Mau Juiz recebe pagamentos tanto de ricos como de pobres (dinheiro e perdizes, respetivamente), o Bom Juiz apenas recebe a bênção dos anjos que o guardam. A sátira à corrupção da justiça da época é a interpretação mais habitual para este fresco. Contudo, poderá apenas ser um documento ilustrativo da luta dos concelhos para terem os seus próprios juízes, eleito de entre os seus, em vez de juízes de fora, nomeados pela Coroa.

Sinta o sol pôr-se e sob a sua luz rosada, refletida nas fachadas brancas das casas de Monsaraz, passeie à toa pelas ruas e travessas da vila e contemple a Capela de São José, onde os presos recebiam os ofícios divinos; a Casa da Inquisição, cuja designação não deixa dúvidas; a Casa do Juiz de Fora, doada à Universidade de Évora; a recentemente restaurada Igreja de Santiago.

Vá até à antiga Cisterna, que dizem ter sido uma mesquita originalmente. E não perca a oportunidade de conhecer a Capela de São João Batista, também conhecida por Cuba, devido à sua curiosa forma cúbica de influência mourisca. Descubra as Ermidas de São Bento, São Lázaro, Santa Catarina e São Sebastião, todas tão diferentes, todas tão especiais e únicas.

 


Agora que a noite o envolve no seu acolhedor manto de estrelas, sente-se à mesa num dos restaurantes de Monsaraz. Saboreie os melhores pratos tradicionais alentejanos, como as migas ou o borrego. Quanto a vinho alentejano, aprecie um bom Reserva Monsaraz com a sua fabulosa refeição, enquanto a vista sobre o Lago do Alqueva completa o seu nirvana sensorial. E não acabe a noite sem admirar o espetáculo de constelações e planetas, que brilham mais intensamente no firmamento de Monsaraz.

 

 

 Fonte:

 https://wetravelportugal.com

 https://inbetweenpictures.com

https://www.visitevora.net

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

Broinhas de Alcanena

 








Ingredientes

 
0,5 kg de farinha; 0,3 kg de açúcar; 2,5 dl de azeite; 3 colheres de sopa de mel; 200 g de nozes picadas grossas; 20 g de canela; 10 g de erva-doce; 0,5 l de água.

Preparação

 
Junta-se tudo num tacho, exceto a farinha, e levan¬do-se ao lume até ferver durante cerca de 5 minutos. Acrescenta-se a farinha e volta a ir ao lume a cozer até se despegar, o que significa que a massa está pronta. Distribui-se a massa em montinhos, a que se dá o feitio de broas a estreitarem nas pontas, que vão ao forno e, depois de cozidas, ainda quentes, envolvem-se em açúcar.


 


 



Benavente – Broas de Batata-Doce e Amêndoa

 



 
Ingredientes


700 g de puré de batata-doce; 200 g de amêndoa ralada; 500 g de açúcar; 5 gemas de ovo; 125 g de farinha de milho; 70 g de farinha de trigo; 2 dl de água.

Preparação


Leva-se ao lume o açúcar e a água até fazer ponto de pérola. De seguida, sempre sobre o lume, junta-se a amêndoa, a canela e as farinhas, envolvendo tudo muito bem. Depois de estar tudo misturado e já cozido, mesmo antes de se retirar do lume, juntam-se as gemas e mexe-se tudo novamente para que fique bem misturado. Retira-se do lume e deixa-se arrefecer completamente, até endurecer a massa. Tendem-se broinhas que se vão colocando num tabuleiro. Quando este está completo, pintam-se as broinhas com gema de ovo e vão ao forno a cozer (180º C).


Bairrada | Mousse de Espumante

 



INGREDIENTES

4 gemas
3/4 chávena de açúcar refinado
3/4 chávena de espumante branco doce + 3 colheres (de sopa) de espumante para hidratar a gelatina
1 colher (de chá) de gelatina em pó sem sabor
300 ml de natas


PREPARAÇÃO


Numa tigela misture bem as gemas e 1/4 de chávena de açúcar. Adicione 3/4 de chávena de espumante à mistura e bata até a mistura ficar homogénea.
Cozinhe a mistura em lume baixo/médio, mexendo com frequência. Vai fazer bastante espuma, mas é normal. Tenha cuidado para a temperatura não subir muito. 

Não deixe ferver.



Mantenha no fogo até engrossar, ganhar volume e a espuma diminuir. Depois retire do fogo, bata com a ajuda de um batedor de varas por cerca de 2 minutos e reserve.



Numa tigela pequena, hidrate a gelatina com 3 colheres de sopa de espumante e reserve.

Bata as natas com a meia chávena de açúcar restante, até que fique firme (em ponto de chantilly).

Junte a mistura das gemas com açúcar, a gelatina hidratada e o chantilly e misture lentamente até obter um creme uniforme.

Despeje em taças de sobremesa e leve ao frigorífico, pelo menos por 4 horas, antes de servir.


 

Enfeite com raspas de chocolate branco.

 


Alentejo - Migas à Alentejana

 

Receita das ‘Migas à Alentejana’ 



O ingrediente principal deste prato é o pão que deve de ser do tipo caseiro (preferencialmente alentejano) e duro, a fim de a receita manter a sua textura e consistência.
O outro ingrediente emblemático da nossa gastronomia é a carne de porco.
As migas à Alentejana confecionadas a partir da carne de porco (entrecosto, lombo de porco, toucinho), o pão, sal, alho moído, folhas de louro, azeite, massa de pimentão e água.

Começa-se por temperar a carne na véspera, elaborando uma marinada com a massa de pimentão, alhos e sal.
No dia seguinte, frita-se a carne em banha.


Retira-se a carne que já está frita para uma travessa, corta-se o pão em fatias muito fininhas para melhor se dissolver, escaldando- se de seguida em água a ferver e coloca-se uma pitada de sal a gosto (não exagerar na quantidade de sal, uma vez que o tempero utilizado já tem sal).


Utiliza-se o pingo da carne frita para ferver o pão e vai-se esmigalhando de forma a criar a miga.
Durante a confeção tenta-se dar a volta às migas para saírem em rolo. Desta forma estão prontas a serem servidas acompanhadas com a carne frita com rodelas de laranja, criadas nos quintais alentejanos.

 


Esposende | Polvo de Apúlia

 

 

 

 
Ingredientes


200 g Polvo cozido, batatinhas cozidas com a pele, grelos cozidos q.b., 2 dentes de alho, 4 colheres (sopa) de azeite, sal e pimenta qb.

Preparação


Grelhe os tentáculos de polvo. Dê um murro em cada batata para as abrir um pouco. Aqueça o azeite numa frigideira e core as batatas. Descasque e lave os dentes de alho. Pique-os. Aqueça outra frigideira e salteie os grelos. Coloque tudo numa travessa e sirva, decorado a gosto.


Pão de Ló | Alfeizerão

 



O Pão-de-Ló de Alfeizerão é uma receita conventual das freiras do Convento de Cós.


Ingredientes


9 ovos inteiros; 3 claras; 250 g de açúcar; 1 casca de limão; 125 g de farinha; 1 cálice de aguardente; 1 pitada de canela.

Preparação

 
Misturam-se os ovos inteiros, as claras, a casca do limão e o açúcar, batendo tudo muito bem até a massa ficar esbranquiçada. Junta-se depois a farinha peneirada, a aguardente e a canela, envolvendo-se tudo Barra-se uma forma sem buraco com manteiga e polvilha-se com farinha. Retira-se a casca do limão e deita-se a massa na forma que vai ao forno a cozer cerca de 12 minutos, ficando o centro em creme, mas levemente cozido.



Cartaxo - Carne de Porco à ‘Feira dos Santos’

 






Ingredientes

650 g de carne de porco, 400 g de batatinhas fritas aos quartos, 4 dentes de alho, 50 g de banha, 2 dl de vinho tinto, 1 limão, colorau, salsa, pimenta e sal q.b. 



Preparação

Corta-se a carne em pedaços pequenos, tempera-se com os alhos picados, a pimenta, um pouco de colorau e o vinho tinto. Envolve-se e deixa-se marinar de um dia para o outro. No dia seguinte, escorre-se a carne e frita-se na banha. Fritam-se as batatinhas.  Estando a carne quase frita, juntam-se as batatas, adiciona-se a marinada da carne, envolve-se e deixa-se cozinhar mais um pouco. Polvilha-se com salsa picada finamente e serve-se enfeitado com o limão cortado em gomos ou picles.

 

 

Cavacas das Caldas da Rainha

 


Cavacas das Caldas



Ingredientes


6 ovos; 1 dl azeite; 300 g farinha; 125 g açúcar; 1 colher sopa de fermento em pó; sal q.b.

Preparação


Para uma tigela, partem-se os 6 ovos que se batem muito bem, juntando-se-lhes, depois, o azeite. Continua-se a bater até tudo estar completamente misturado. A pouco e pouco, vai-se deitando a farinha misturada com o fermento e uma pitada de sal. Bate-se com a mão fechada até que a massa fique branda e se comece a despegar das mãos. Coloca-se em seguida sobre a mesa, dando-se-lhe a forma de um rolo comprido. Corta-se este em rodelas de 2,5 cm que se colocam num tabuleiro bem polvilhado com farinha e se levam a forno forte a cozer. Depois de frias, pintam-se com calda de açúcar que se levou a ponto de espadana. A calda deve bater-se um pouco ao ser retirada do lume, para que fique opaca.

 


 


Santarém | Arrepiados

 



Ingredientes


5 claras; 500 g de açúcar; 500 g de amêndoa com pele; raspa de limão; canela q.b.

Preparação


Batem-se as claras em castelo bem firme. Acrescenta-se o açúcar, continuando a bater até fazer bolhas. Junta-se a raspa do limão e a canela. A este preparado incorpora-se a amêndoa devidamente cortada em lâminas fininhas e inteiras, sem bater. A amêndoa deve ser envolvida na massa das claras com açúcar. Num tabuleiro untado com um pouco de azeite ou óleo de boa qualidade, deitam-se colheradas de massa, afastadas umas das outras. Vão ao forno a cozer durante 15 minutos e devem ficar com um pouco de cor. Estes bolos não devem ser tendidos para que fiquem com o aspeto de arrepiados.


Celestes de Santa Clara

 



Celestes de Santa Clara este doce conventual teve a  sua origem  no Convento de Santa Clara de Santarém.



Ingredientes


500 g de açúcar; 250 g de água; 450 g de miolo de amêndoa; 12 gemas; folhas de obreia.

Preparação


Põe-se o açúcar ao lume com a água, até atingir o ponto de pérola. Nessa altura, deita-se a amêndoa pelada e passada pela máquina. Volta ao lume para ferver mais um pouco. Deixa-se arrefecer e acrescentam-se as gemas, levemente batidas. Volta ao lume, mexendo sempre, até se ver o fundo do tacho. Depois de arrefecida, com esta massa formam-se umas bolinhas do tamanho de uma noz, que se colocam sobre rodelas de obreia humedecida e picotada, um pouco maiores do que as bolinhas. Apertam-se as rodelas com os dedos, para formar uma caixinha. Levam-se a forno forte durante alguns minutos, só para dourar.



Torres Novas - Bolos de Cabeça

 



Quem visitar Torres Novas em dia de festa vai, de certeza, encontrar à venda o exemplar típico da doçaria da região: os Bolos de Cabeça, confecionados tradicionalmente por altura de casamentos e de romarias do concelho.


Ingredientes


1,5 kg de farinha de trigo; 0,2 l de azeite fino; 500 g de açúcar amarelo; sumo e raspa de vidrado de limão; uma pitada de canela em pó; 30 g de manteiga; bicarbonato de sódio q.b.; erva-doce q.b.; fermento de padeiro q.b.; sal q.b.

Preparação


Dissolve-se em água tépida o fermento com uma pitada de sal e trabalha-se um pouco. Junta-se à farinha e acrescenta-se-lhes o açúcar, a canela, a raspa do vidrado do limão, a erva-doce e o bicarbonato. Mistura-se tudo e rega-se com o azeite e a manteiga a ferver. Mistura-se novamente, para desfazer os torrões que se formam e junta-se o sumo de limão e água suficiente para começar a amassar. A massa é trabalhada até ter boa consistência. Embrulha-se depois num pano de algodão e cobre-se com um cobertor de lã, deixando-se em repouso de um dia para o outro, cerca de 10 a 12 horas, até levedar bem. Passado este tempo, tendem-se uns rolos de cerca de 15 cm de comprimento, achatam-se as pontas e apertam-se ao meio para formar um estrangulamento, ficando com uma cabeça para cada lado. Os bolos são colocados num tabuleiro untado e pincelados com ovo batido. Cozem em forno bem quente (cerca de 250º C), durante cerca de 10 minutos.


Ferreira do Zêzere - Tijeladas

 

As populares Tigeladas de Ferreira do Zêzere são uma das muitas variantes de um doce conventual que terá tido a sua origem no Convento da Graça, em Abrantes, cujo Arquivo Histórico já lhes faz referência.

Também o Livro de Cozinha da Infanta D. Maria, do século XVI, inclui uma receita de um doce denominado Tigelada, cujos ingredientes e confeção coincidem com os de Abrantes. De acordo com alguns testemunhos, terá sido uma lavadeira de Rio de Moinhos, a quem as freiras do Convento da Graça terão ensinado o segredo do doce, que ofereceu a receita a uma amiga. E assim se começou a divulgar esta especialidade, tornando-se particularmente conhecida em Ferreira do Zêzere.

O nome Tigelada deriva da tigela de barro onde o doce é cozido. A tigela deve ser de barro vermelho não vidrado, e não pode levar qualquer gordura. Cada Tigelada tem a forma de um disco com cerca de dois centímetros de espessura e 10 a 12 centímetros de diâmetro, com uma cor amarelo-torrado e uma textura semelhante à de um pudim.

Ingredientes
4 ovos inteiros; 16 gemas; 500 g de açúcar; 1 cháve¬na bem cheia de farinha; 1 l de leite; raspa de 1 limão.

Preparação
Durante meia hora, batem-se os ovos inteiros com as gemas, o açúcar e a raspa do limão, juntando-se a farinha a pouco e pouco. De seguida, adiciona-se o leite e mexe-se. Em tigelas de barro não vidrado, que foram previamente bem aquecidas, deita-se o preparado, sem que as tigelas fiquem muito cheias. Vão então a cozer em forno forte durante cerca de 20 minutos.

Harmonização proposta pela CVR Tejo
As Tijeladas de Ferreira do Zêzere são a sobremesa perfeita para acompanhar com um vinho generoso da Região Tejo.

IN: Os Sabores da Nossa Terra – Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Norte

 

 https://jornalsabores.com

Trouxas de Ovos

 




Ingredientes


Para as trouxas: 10 gemas; 1 ovo inteiro. Para a calda:1 kg de açúcar; 3,5 dl de água


Preparação


Prepare a calda, levando ao lume o açúcar com a água e deixe ferver durante 30 segundos. Deite a calda numa caçarola de fundo côncavo e coloque-a sobre um lume pequeno e fino, de modo a só ferver ligeiramente no meio. Passe as gemas com o ovo por um passador de rede três vezes, sem pressionar e sem bater. Deite na calda 0,5 dl das gemas e deixe-as alastrar. Com uma colher vá espalhando com muito cuidado para que elas formem um círculo, o mais fino possível, mas sem rasgar. Deixe solidificar e, depois, num golpe rápido mas cuidadoso, com o auxílio de uma escumadeira, vire a folhinha das gemas completamente, sempre com o cuidado de não a rasgar. Espere que acabe de cozer, retire-a da caçarola, sempre com o auxílio da escumadeira, e coloque-a num prato inclinado para escorrer. Repita a operação até usar todas as gemas. A feitura das trouxas exige muita paciência e tempo. À medida que for fazendo as folhas, disponha-as sucessivamente umas sobre as outras. Enrole-as depois, com a parte brilhante virada para baixo, formando as trouxas, com feitio de tronco de cone. Coloque-as num prato de serviço e, no fim, regue-as com a calda restante, passada por um passador.